A Polícia Federal detectou a participação de empresários como possíveis financiadores da estrutura do acampamento golpista montado no quartel-general do Exército, em Brasília, que serviu como base para os atos de depredação do dia 8 de janeiro.
Após investigações, a Polícia Federal levantou informações sobre os gastos do acampamento e obteve cópias de contratos para descobrir os responsáveis pelo pagamento.
Cinco empresários pagaram estruturas de alimentação, banheiros químicos e atendimento médico.
Kátia Aquino, empresária da cidade de Goiânia, Goiás, pagava R$6,6 mil por semana pelos banheiros químicos. Após as primeiras prisões nos acampamentos, ela interrompeu o contrato.
Kátia Aquino é dona de uma empresa de venda de produtos automotivos. Nas suas redes sociais, ela exibe fotos no acampamento do QG, publicações em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e até mesmo uma petição pelo impeachment do Ministro Alexandre de Moraes.
Em suas redes sociais, a empresa fez uma publicação anunciando ter trabalhado na posse do então presidente Jair Bolsonaro em janeiro de 2018. Questionada, a empresa disse que não iria se manifestar porque já havia repassado informações para a PF.
A PF está quebrando sigilos bancários de dezenas de pessoas que apareceram como contratantes de ônibus. O objetivo é saber se há financiadores ocultos.
O grupo de bolsonaristas começaram a acampar no QG do Exército logo após o segundo turno da eleição presidencial, que deu vitória a Lula(PT).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que esses manifestantes formaram uma “associação criminosa que insuflava as Forças Armadas à tomada do poder”, o que é inconstitucional.
Redação PNB, com informações UOL



