Após os funcionários que atuam na limpeza e jardinagem da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, contratados através da empresa terceirizada UNITY, decidirem paralisar as atividades nesta terça-feira (25), em protesto aos salários atrasados, a direção do Campus III se manifestou em nota.
Veja na íntegra:
Diante da situação de descumprimento do contrato da empresa Unity, que presta serviço ao Campus III, da Universidade do Estado da Bahia, a Direção do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS III), junto com a prefeitura do Campus e assessores, estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (25), com os trabalhadores terceirizados e o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Intermunicipal de Juazeiro e Região (Sindilimp-Juazeiro) para tratar das questões conhecidas por esta instituição em razão do atraso dos vencimentos trabalhistas. Ao tempo que entendemos que a demanda é legítima e urgente, informamos que o que compete a este Campus III todas as providências cabíveis estão sendo tomadas e encaminhadas para a Pró-Reitoria de Administração desta Universidade (PROAD), que é o setor responsável pela coordenação e acompanhamento desses contratos terceirizados.
Reclamação
Em contato com o Portal Preto no Branco, o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública (Sindilimp), entrou com um pedido de mediação para tentar resolver a situação na justiça.
“Esses funcionários são essenciais, por isso, semana passada protocolamos um ofício na direção da UNEB informando que esses trabalhadores iriam fazer um rodízio, para que fosse reduzida a quantidade de dias trabalhados, até que fosse resolvida a situação. Porém, até o momento os pagamentos não foram feitos. Por isso, hoje resolvemos paralisar o serviço totalmente”, informou o Sindicato.
Ainda segundo o Sindilimp, tanto a reitoria de Juazeiro, como a reitoria da UNEB em Salvador, ainda não se pronunciaram sobre os atrasos.
“Esta situação tem reflexo de ordem prática na vida do trabalhador, que já não tem mais recursos nem mesmo para pagar o transporte e se deslocar para o trabalho, bem como para se alimentar”, acrescentou o Sindicato.
O Sindilimp destacou ainda que foi publicado Diário oficinal a contratação de uma nova empresa para contrato emergencial, “mas até o momento nenhuma documentação foi solicitada aos funcionários”.
Redação PNB



