Profissional de educação de Juazeiro desabafa: “Chega de exploração trabalhista, as auxiliares da educação infantil merecem dignidade e respeito!”; confira carta enviada ao PNB

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Uma profissional de educação, procurou o PNB para fazer observações e críticas à Secretaria de Educação de Juazeiro sobre a política de inclusão de alunos com deficiência da rede municipal de ensino. Ela denuncia ainda uma suposta irregularidade trabalhista, quando relata que os AEE estão, “desde do início do ano letivo trabalhando 15 minutos a mais por turno, ou seja, 30 minutos por dia, sem receber hora extra”.

A profissional, que não quis ser identificada, antecipa uma preocupação quanto a uma nova orientação da Seduc de que cada assistente “deverá ficar com mais de uma criança no mesmo turno/sala. O aluno com TEA tem direito a uma auxiliar, e é inviável que uma profissional tenha mais de uma criança para assistir”.

Sobre a convocação de novos auxiliares, ela ponderou: “Foi feito um edital para auxiliar de AEE, porém poucas pessoas foram convocadas, provavelmente não serão mais chamadas porque a maneira que a Secretaria da Educação de Juazeiro achou para resolver essa situação foi explorando ainda mais esses profissionais. Como? Sobrecarregando ainda mais

Confira carta enviada por ela ao PNB:  

Chega de exploração trabalhista, as auxiliares da educação infantil merecem dignidade e respeito!

“Gostaria de relatar o abuso que está ocorrendo contra as auxiliares de AEE e de sala de aula também, que já estão desde do início do ano letivo trabalhando 15 minutos a mais por turno, ou seja, 30 minutos por dia, sem receber hora extra. Como se não bastasse isso, agora estão impondo uma normativa para que a auxiliar de AEE atenda mais de uma criança com deficiência em uma mesma sala de aula e no mesmo turno. Já foi denunciando aqui no Preto no Branco várias vezes a falta de auxiliares e a necessidade que as escolas estão tendo dessas profissionais, sendo que muitas crianças estão até mesmo deixando de frequentar as escolas por falta de auxiliar”.

“Foi feito um edital para auxiliar de AEE, porém poucas pessoas foram convocadas, provavelmente não serão mais chamadas porque a maneira que a Secretaria da Educação de Juazeiro achou para resolver essa situação foi explorando ainda mais esses profissionais. Como? Sobrecarregando ainda mais. Já trabalhamos arduamente por 40 horas para ganhar um salário mínimo e hoje, foi anunciado em algumas escolas durante o planejamento escolar, que é uma decisão que querem implantar onde a auxiliar deverá ficar com mais de uma criança no mesmo turno/sala. O aluno com TEA tem direito a uma auxiliar, e é inviável que uma profissional tenha mais de uma criança para assistir. Será que estão pensando mesmo em inclusão e na qualidade da educação dessas crianças ? O fato é que não estão se importando com a inclusão das crianças e muito menos com a dignidade dessas profissionais. Querem aplicar a lei a partir de uma perspectiva que ela deva ser executada simplesmente pelo seu teor de obrigatoriedade, sem que haja uma reflexão sobre ás práticas que estão sendo desenvolvidas, ou seja, não importa como estão sendo feitas, se estão trazendo resultado e se realmente as práticas estão sendo inclusivas. O importante é maquiar a inclusão, reduzir custos desses cargos e por consequência suprimir os direitos desses trabalhadores”, concluiu a profissional.

Estamos enviando os questionamentos para a Secretaria de Educação

Redação PNB

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