Com gritos de “William vive” e pedidos de justiça, familiares e amigos do jovem José William dos Santos Barros,26 anos, estão realizando na manhã desta segunda-feira (04) uma manifestação na BA 210, próximo a comunidade de Rodeadouro, em Juazeiro, no Norte da Bahia. O jovem foi morto no último dia 27, por volta das 18:30h, durante ação da Polícia Militar da Bahia.
Os manifestantes fecharam a BA 210, impedindo a passagem de veículos. Guarnições da PM estão no local.
A investigação das circunstâncias da morte de José William é acompanhada de perto pela Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública, informou a SSP/BA.
O caso aconteceu em uma estrada entre os povoados de Lagoa do Salitre e Rodeadouro, na cidade de Juazeiro.
“Policiais civis da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Juazeiro iniciaram as apurações. A Coordenação Regional da Polícia Técnica de Juazeiro realizou as perícias no local da ocorrência e no corpo do jovem. As armas envolvidas na ocorrência também serão periciadas, com a finalidade de elucidar a dinâmica do caso”, afirmou o órgão de segurança estadual.
“A SSP reafirma seu compromisso por investigações isentas, céleres e justas de todas as ocorrências com resultado morte”, declarou o órgão.
Wiliam trabalhava no aterro sanitário de Juazeiro e era pai de uma criança de 3 anos.
Em nota, a Comunidade Quilombola de Alagadiço acusou a PM de ter atirado na vítima e repudiou a ação policial pelo “uso excessivo de força, preconceito racial e discriminação por parte das autoridades que deveriam proteger todos os cidadãos.”
Entidades ligadas ao movimento negro emitiram uma nota de “Dor, Luto e Revolta pela morte de mais um jovem negro quilombola.”
Em nota enviada ao Portal Preto no Branco no último dia 28, a Polícia Militar da Bahia se manifestou sobre a morte do jovem e alegou que William foi atingido por disparos de arma de fogo durante um confronto, e que foi encontrado um revólver calibre 38 com seis munições em posse da vítima.
Porém, em entrevista ao PNB, uma testemunha que estava com José Willian durante a ação, contesta a versão da PM. De acordo com ela, que preferiu não ser identificada, a vítima estava desarmada e foi atingida pelas costas enquanto pilotava uma motocicleta.
Redação PNB