Morador denuncia violação de cadáver e venda ilegal de terrenos no cemitério de Petrolina: “O corpo de meu irmão sumiu”; PMP diz que caso está em investigação

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Um morador de Petrolina, no sertão de Pernambuco, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar uma violação de cadáver e a venda ilegal de terrenos no cemitério do município. Frederico Hupsel contou que, em janeiro de 2002, comprou um terreno onde o irmão foi internado. No ano passado, após a morte de outro familiar, que seria enterrado no mesmo espaço, ele foi surpreendido com o corpo de uma pessoa desconhecida no túmulo e recebeu a informação de que o terreno não mais pertencia a sua família.

“Em janeiro de 2002 eu comprei um terreno no cemitério de Petrolina e enterrei meu irmão. Em agosto do ano passado, o cunhado de minha esposa faleceu e eu fui procurar esse túmulo que eu havia comprado e enterrado meu irmão, para enterrar o familiar da minha esposa. Chegando lá me espantei. O corpo de meu irmão sumiu. Fui informado que o corpo dele não se encontrava mais lá e que um ex-funcionário da prefeitura que trabalhava no cemitério, havia vendido meu terreno para outra pessoa. Procurei mais informações, mas ninguém soube me dizer onde estava os restos mortais do meu irmão. Eu denunciei o caso na polícia, mas até o momento nem o inquérito foi aberto. Procurei o Ministério Público, que mandou a PC investigar o caso, e nada até o momento. Ninguém foi ouvido,” contou Frederico.

 

Ele cobra respostas e providências da gestão municipal de Petrolina e também da Polícia Civil e Ministério Público.

“Procurei o Secretaria de Infraestrutura, mas até o momento também não tive respostas. O secretário da pasta precisa me dar uma resposta e investigar a venda irregular desses terrenos. Será que existe um grupo que está vendendo terrenos que já possuem donos, no cemitério de Petrolina? Quero uma resposta. Não ando atrás de indenização, o que eu quero é o corpo do meu irmão, bem como o terreno que adquirir”, acrescentou o cidadão.

Encaminhamos a denúncia para a Secretaria de Infraestrutura de Petrolina. O órgão municipal informou que o caso está em investigação.

Também encaminhamos a denúncia para a Polícia Civil de Pernambuco e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

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