Uma estudante e usuária da Biblioteca Municipal Aristóteles Pires de Carvalho, em Juazeiro, em contato com nossa redação, nesta quarta-feira (29), analisou o serviço prestado pelo espaço de conhecimento e estudos, mantido pela gestão municipal, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte.
Segundo a estudante, que pediu para não ser identificada, a instituição “vem sendo negligenciada” pelo poder público. Ela denuncia a falta de segurança no local e teme que os usuários sejam vítimas de violência.
“A Biblioteca Aristóteles Pires de Carvalho, em Juazeiro, demanda um olhar mais atento, pois há muito tempo a mesma vem sendo negligenciada. Atualmente, a biblioteca encontra-se sem segurança na portaria. Os únicos funcionários que prestam serviço lá ficam dentro da mesma, deixando os visitantes da biblioteca à mercê da violência e os próprios funcionários também. Muitas vezes ficam apenas mulheres, incluindo funcionárias. E nós sabemos que na sociedade em que vivemos a mulher se torna mais vulnerável, pois além do roubo podem ser vítimas de estupro. Então, é fundamental que tenha um funcionário (a) capacitado (a) para prestar esse serviço de segurança,” observou a estudante.
Ela criticou também o horário de funcionamento, que foi reduzido, e comparou com o serviço prestado pela biblioteca da cidade vizinha, Petrolina.
“É lamentável ao fazermos um paralelo com a biblioteca da nossa cidade vizinha, Petrolina, e constatar a discrepância dos serviços prestados. Ao contrário da biblioteca de Juazeiro, a Cid de Carvalho, em Petrolina, oferece segurança da hora que abre até o encerramento. Os acervos são atualizados e há um cuidado com os estudantes trabalhadores, pois oferecem serviço aos sábados e aos domingos. Já em Juazeiro, a biblioteca que já atuou até às 22:00, atualmente funciona apenas até às 21:00. Porém, ao trazerem essa redução, não trouxeram nenhuma contraproposta, que seria, no mínimo, abrirem aos sábados, pois para o estudante trabalhador, ter esse tempo reduzido é um prejuízo enorme. É lamentável ter que sair de Juazeiro para ir para Petrolina, tendo que gastar com deslocamento, pois um serviço básico não funciona direito aqui em Juazeiro,” concluiu a estudante.

Estamos encaminhando a reclamação para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte.
Redação PNB



