Transportadores escolares que atuam no município continuam com pagamentos atrasados, e questionam: “para onde está indo o dinheiro?”

0

Transportadores escolares que prestam serviço para a Secretaria de Educação e Juventude do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, seguem com os pagamentos em atraso. Em mais um contato com o Portal Preto no Branco, eles reforçaram que estão desde o mês de outubro sem receber os repasses.

“As aulas acabaram hoje e nós, transportadores escolares, estamos há 3 meses com atraso salarial. Não temos uma posição de quando vamos receber. Está um caso sério. A nossa situação é lamentável”, criticam.

Eles afirmam ainda que os atrasos estão ocorrendo devido à falta de repasses da Seduc para a empresa Miranda Transportes e Serviços, atual responsável por realizar os pagamentos dos transportadores.

A gestão está recebendo repasse, mas não está passando o recurso para empresa, que por sua vez, não tem como fazer os pagamentos dos transportadores. Sabemos que a verba para o transporte escolar vem para a prefeitura, então, para onde está indo o dinheiro?”, questionam.

Encaminhamos a reclamação para a Seduc e aguardamos uma resposta.

Relembre

No último dia 21, os transportadores já haviam cobrado os pagamentos em atraso.

“Mais uma vez o Secretário de Educação de Juazeiro age com desrespeito aos trabalhadores que fazem o transporte escolar. A gente só recebeu por 11 dias trabalhados em outubro, o restante não recebemos ainda. Até agora não tem nenhuma previsão. Como vamos arca com nossos compromissos? Como vamos comprar roupas, comida ou até fazer uma ceia? Estamos nessa dificuldade e precisamos que a sociedade saiba disso, pois trabalhamos o ano inteiro e não estamos sendo reconhecidos pelo Secretário da Educação. Estamos preocupados, pois iremos passar o natal e a virada de ano sem dinheiro para nada”, reclamaram.

Na ocasião, em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Seduc informou que “tem adotado todas as medidas necessárias para que a situação seja regularizada e reitera que a redução dos repasses do governo federal vem afetando diretamente a educação, visto que, mensalmente, o município precisa suplementar, com recursos próprios, o pagamento dos serviços prestados para suprir a lacuna deixada pela redução dos repasses”.

 

Redação PNB 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome