Em assembleia, professores da Univasf decidem não aderir à greve nacional dos servidores federais da educação

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Em assembleia realizada na quinta-feira (18), nos cinco campi da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), professores votaram contra a adesão à greve nacional dos servidores da educação.

Foram 107 votos contrários, 63 votos Favoráveis e três abstenções.

Votação dos docentes 

Juazeiro/Petrolina: 28 Favoráveis, 84 Contrários, 0 Abstenção;
São Raimundo Nonato: 15 Favoráveis, 8 Contrários, 0 Abstenção;
Senhor do Bonfim: 11 Favoráveis, 3 Contrários, 1 Abstenção;
Salgueiro: 9 Favoráveis; 0 Contrários; 0 Abstenção;
Paulo Afonso: 9 Favoráveis; 12 Contrários; 2 Abstenções.
Na região, o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, resolveu aderir à greve. Ação é motivada pela falta de reajustes, mudanças nos planos de carreiras dos servidores e a falta de avanço das negociações com os servidores.

O IFSertãoPE divulgou nota informando que a grave se estende a todos os campi, exceto o Campus Petrolina, que decidiu aderir ao movimento a partir do dia 15 de abril: “O IFSertãoPE comunica à sociedade que os servidores deste Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, conforme deliberado em assembleias conduzidas pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). A greve terá início a partir do dia 10 de abril na Reitoria e nos campi Petrolina Zona Rural, Ouricuri, Salgueiro, Floresta, Serra Talhada e Santa Maria da Boa Vista. Por sua vez, o Campus Petrolina decidiu aderir ao movimento a partir do dia 15 de abril. A gestão do IFSertãoPE dialogará com o Comitê de greve para buscar soluções que atendam às necessidades de todos os envolvidos, garantindo a continuidade dos serviços essenciais e o respeito aos direitos dos servidores”.

Greve nacional

O governo federal apresentou, nesta sexta-feira (19), proposta de reestruturação da carreira dos servidores técnico-administrativos de universidades e institutos federais. As categorias estão em greve em boa parte do país. Pela proposta, será concedido aos servidores reajuste de 9%, a partir de janeiro de 2025, e de 3,5%, em maio de 2026. A informação foi divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A proposta foi apresentada na sede do MGI, em Brasília, durante a quarta reunião da Mesa Específica e Temporária que debate a reestruturação da carreira.

Para 2024, o governo já havia formalizado, para todos os servidores federais, proposta de reajuste no auxílio-alimentação, que passaria de R$ 658 para R$ 1 mil (51,9% a mais), de aumento de 51% nos recursos destinados à assistência à saúde suplementar (auxílio-saúde) e de acréscimo na assistência pré-escolar (auxílio-creche), de R$ 321 para R$ 484,90.

Segundo o ministério, se forem considerados o aumento nos benefícios e o reajuste de 9% concedido no ano passado, além da proposta feita nesta sexta-feira, os técnicos teriam um reajuste médio global de mais de 20% para a carreira.

De acordo com o MGI, a proposta apresentada nesta sexta-feira inclui ainda a verticalização das carreiras “com uma matriz única com 19 padrões; a diminuição do interstício da progressão por mérito de 18 para 12 meses; a mudança no tempo decorrido até o topo das carreiras, que passa a ser de 18 anos”.

Os servidores técnico-administrativos da área de educação classificaram de “irrisória e decepcionante” a proposta apresentada pelo governo federal. Segundo o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), as negociações pela manhã foram dedicadas à carreira dos técnicos. Na parte da tarde, segundo ele, a mesa de negociação trataria da carreira dos docentes.

Além de reivindicar, inicialmente, uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, os servidores pedem a reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes; a revogação de “todas as normas que prejudicam a educação federal aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro”, bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.

De acordo com o Sinasefe, a tendência é que a greve continue, pois o termo apresentado pelo governo, até o momento, não recompõe salários nem reestrutura as carreiras. “A proposta do governo foi de um reajuste de 9% para janeiro de 2025 e 3,5% para maio de 2026 . Isso significa a manutenção do congelamento salarial para 2024”, avalia o sindicato.

A decisão dos servidores da área de educação será oficializada após consulta às assembleias locais e apresentação durante a plenária nacional, ainda a ser convocada.

Redação PNB

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