Após ser acusado de agredir três médicas no Hospital Regional de Juazeiro, Rafael de Nascimento Barros entrou em contato com o Portal Preto do Branco para apresentar sua versão sobre o ocorrido. Segundo ele, tudo começou quando, após passar a madrugada sentido fortes dores abdominais, procurou o hospital na manhã deste domingo (28).
Rafael relata que a médica plantonista que o atendeu disse que iria medicá-lo e liberá-lo em seguida. Temendo sair sem uma resposta para a dor, ele pediu que a médica pedisse exames e foi quando iniciou a confusão.
“Eu nunca senti essa dor e pedi que ela solicitasse exames para saber a origem da doença. Ela se recusou a solicitar exames para investigar a causa da dor e disse que ,se eu voltasse a sentir dor, procurasse o hospital novamente, pois exames só são feitos na segunda-feira. Foi quando eu disse que iria gravar que ela estava se negando, como forma de me resguardar, momento em que a médica se irritou e tomou meu celular e saiu para a recepção, virando as costas para mim”, contou Rafael.
Ele disse ainda que, na recepção, ao tentar reaver o aparelho, houve um tumulto e outros profissionais se envolveram.
“Outras médicas e funcionários se envolveram partindo para cima de mim, que queria pegar meu celular de volta. Entrei em desespero pedindo meu celular e foi quando bati a mão no computador. Me senti humilhado e intimidado. Sou um cidadão de bem, trabalhador, pintor, pai de quatro filhos e defensor da paz. Nunca me envolvi em nenhum caso de violência. A minha atitude de gravar, num momento em que estava sentindo muita dor, foi para ter uma prova que o hospital iria me liberar sem fazer exames, caso o pior me acontecesse. Eu estava desesperado diante da dor e da negativa em realizar os exames”, defendeu-se Rafael.
Ele disse ainda que, após intervenção do Assistente Social da Unidade, que o levou para uma sala, ele foi medicado. Rafael foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar, onde prestou esclarecimentos.
Redação PNB



