Veículos de grande porte insistem em desrespeitar proibição de acessar a Ponte Presidente Dutra com destino a Juazeiro; fiscalização é de responsabilidade da PRF

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Com a demolição da banca da Ponte Presidente Presidente Dutra, para continuidade das obras da Travessia Urbana de Juazeiro, veículos de grande porte estão proibidos de acessarem a via urbana da cidade. Mas a medida não vem sendo cumprida por motoristas que insistem em trafegar por trechos que estão em obra.

Na noite de ontem (8), mais um transtorno foi provocado por um condutor de um caminhão-cegonha que tentou manobrar no centro de Juazeiro, e teve que entrar pela contramão, causando congestionamento e transtornos aos demais motoristas.

“Na noite de ontem, eu estava atravessando a ponte para a Petrolina e tinha outro caminhão cegonha enganchado em Juazeiro de novo. Tem uns acessos que estão interditados, mas esses veículos grandes estão conseguindo vir por algum lugar e insistindo em descer onde não tem condições, engarrafando o trânsito. Creio que passam pela orla de Petrolina. A AMTT tem que descobrir por onde é que esses motoristas estão passando e botar um aviso pra eles nem virem. O motorista ficou preso porque não tinha como voltar. O pior disso tudo é que sobra pra o pessoal da AMTT de Juazeiro. Os agentes ficam doidos quando vem a bronca. Precisa intensificar mais essa fiscalização e saber por onde é que esses caras estão escapando pra subir a ponte. Porque se tem essas barreiras lá, não era pra chegarem em cima da ponte mais não”, descreveu ao PNB, o empresário Ricardo Reis.

Procurado pelo PNB, o diretor-presidente da AMTT, Mitonho Vargas, lamentou a falta de respeito e ressaltou que a fiscalização é de obrigação da PRF.

“Infelizmente, mais uma vez, houve a falta de respeito desse condutor. Existe a proibição expressa, inclusive divulgada em todos os grupos de caminhoneiros e na imprensa local e regional, de que esses veículos não podem passar na ponte com destino a Juazeiro. Eles não têm acesso nem a Raul Alves, nem também a Santos Dumont, mas infelizmente esses  esses condutores continuam desrespeitando a sinalização, desrespeitando os órgãos de segurança viária, e adentrando a cidade. Inclusive, a PRF já pensa em instalar câmeras de vídeo monitoramento nesses pontos para que os infratores sejam responsabilizados por  adentrar nessa via proibida. É lamentável! Pedimos, mais uma vez, a compreensão da sociedade e aproveito a ocasião para parabenizar nossos agentes da AMTT pelo trabalho realizado. Reforço que nós não temos autoridade sobre essas vias de BRs e BAs, mas quando acontece um problema desse acaba recaindo sobre nossos agentes”, relatou o diretor.

Desrespeito

A restrição de carretas com eixos acima do permitido foi amplamente divulgada, mas não está sendo respeitada.

No último dia 5 uma carreta também ficou presa na rampa de descida da Ponte Presidente Dutra, em Juazeiro, causando transtornos no trânsito.

Em contato com o PNB, o leitor Jarlison observou que o tráfego de carretas em horários inadequados tem sido constante e está faltando fiscalização.

“As carretas estão passando em qualquer horário. O caminhão-cegonha ficou enganchado na rampa que desce pra Juazeiro. Foi uma rampa mal feita, inclusive. Não rebaixaram e os caminhões engancham. O certo era proibir todo tipo de caminhão grande passar. Até as carretas que era para passar somente de noite, está passando em qualquer horário,” relatou o motorista Jarlison.

Redação PNB

8 COMENTÁRIOS

    • Sou caminhoneiro a 37 anos, nunca usei drogas de nenhuma natureza e sempre respeito às leis trânsito, desde que começaram essas obras intermináveis em Juazeiro, não mais passei por aí, portanto, acho uma tremenda falta de respeito generalizar chamando nós caminhoneiros de “tudo noiados”.
      Fica a dica, 60% de tudo que é transportado no Brasil, vem nas costas de um caminhão, inclusive as roupas, os alimentos, medicamentos etc usados por esse cidadão que rotulou os caminhoneiros de “noiados”.

  1. Infelizmente há falhas na comunicação e fiscalização. Em nome da memória da minha avó falecida há 39 anos, que foi uma mulher íntegra, honesta, amável, com quem, infelizmente, tive pouca convivência, quero pedir perdão a esse senhor que gravou o vídeo e enviou ao Blog, e também a todas as pessoas que enfrentaram o desconforto do congestionamento na ponte na última quarta-feira (08/10). Prezado senhor, e demais motoristas, eu realmente sinto muito mesmo pelo transtorno que o meu tio causou à vida de vocês neste dia. Meu tio, caminhoneiro há 30 anos, saiu de São Paulo para Petrolina no último dia 03/10 para fazer entrega de carros aqui. Ele queria fazer uma surpresa para a família pois há muito tempo a gente não se encontra. Foram 72h de viagem e até ele chegar aqui não recebeu nenhuma informação que não poderia transitar na ponte. Ao perceber que na rampa de descida para Juazeiro, a carreta ia travar, ele parou e foi buscar resolver.

  2. As carretas até 5 eixos é permitido sim de 22 horas as 6 da manhã, agora fizeram uma rampa mal feita, então apaga essa matéria mentirosa dizendo que tá proibido caminhão grande porque até carreta 7 eixos pode passar a noite só não os bitrem 9 eixos…

    • O problema maior é que não tem placas antes da Ponte em Petrolina em antes de Juazeiro.
      Se colocarem PLACAS DE PROIBIÇÃO SINALIZANDO eu mesmo só não atravessei porque um motociclista me avisou mais não visualizei nenhuma placa de PROIBIÇÃO

  3. Todo dia passo de petrolina para juazeiro, antes tinha um aplaca de proibido caminhões artuculados , agora mudaram e liberam das 22 as 5 da manhã. nao sei porque

  4. Infelizmente os profissionais da estrada são os que sofrem as penalizações.
    As informações são inadequadas e quando o caminhoneiro chega ao local da interdição já não há mais o que fazer.

    Bom lembrar que caminhoneiro é um ser humano igual a todos os que os condenam.

    Somos marginalizados por um monte de cidadãos que nos acusam de tudo.
    São poucos os que nos respeitam, somos proibidos de parar em muitos locais para descanso, somos perseguidos pelas autoridades, os tais porteiros de empresas que se acham os machões para nós reprimir e assim acorda vai girando, salvo exceções.
    Depois reclamam que os jovens de hoje não querem ser motoristas, e muitos são desanimados pelos próprios pais.
    Ganhamos pouco, somos extremamente cobrados e não temos ânimo para continuar e estimular os jovens a seguir a profissão.
    Culpa dessa sociedade que se julgam ser seus todos os direitos e a nós só cabe os deveres.

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