Nesta terça-feira (21), os policiais militares acusados pelo homicídio do jovem Caíque Santos Ferreira, de 19 anos, morto durante uma ação da Polícia Militar, no município de Curaçá, na região Norte da Bahia, foram interrogados pelo delegado responsável pelo caso. O crime ocorreu no dia 05 de setembro deste ano.
Os investigados foram interrogados na cidade de Juazeiro e optaram por permanecer em silêncio, segundo informou ao PNB o escritório Machado & Guerra, que representa a família da vítima.
Ainda de acordo com a defesa, “resta apenas a formalização do encerramento do inquérito policial pelo delegado responsável, com os devidos indiciamentos e as capitulações jurídicas dos crimes praticados, para que o Ministério Público adote as medidas cabíveis”.
O delegado responsável pelo IP havia solicitado dilação do prazo, que inicialmente era de 30 dias, para a conclusão das investigações.
A avaliação da assistência jurídica considera que já existem elementos suficientes para que o Ministério Público ofereça denúncia criminal.
Caso
Caíque Santos Ferreira foi assassinado a tiros durante ação da Polícia Militar, na entrada da cidade, crime ocorrido no dia 05 de setembro de 2025. O caso foi registrado na 17ª COORPIN como morte decorrente de intervenção policial.
Conforme informações de testemunhas que preferem não ser identificadas, no momento do ocorrido ele, que voltava do trabalho, estava empurrando a motocicleta por falta de gasolina, e foi abordado por policiais militares. Ainda segundo as testemunhas, mesmo sem reação, o jovem foi atingido pelos disparos que teriam sido efetuados pelos agentes da PMBA. Caíque não tinha passagem policial, conforme as informações.
A PM chegou a alegar que Caíque estava em situação irregular e portava drogas, o que é veementemente refutado pela comunidade.
Pelas redes sociais do PNB, seguidores reforçaram a boa conduta do jovem e levantaram questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar na região, pedindo uma investigação transparente e rigorosa para esclarecer os fatos e responsabilizar os culpados.
Familiares e amigos realizaram manifestações nas ruas de Curaçá para cobrar justiça para o caso.
Redação PNB



