O Sindicato dos Servidores da Univasf (SINDUNIVASF) divulgou um manifesto em que expressa preocupação com a possível interrupção parcial dos serviços do Centro de Estudos e Práticas em Psicologia (CEPPSI). O risco surge após a falta de definição da Administração Superior sobre a substituição da psicóloga responsável técnica, que entrará em licença-capacitação entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Segundo o sindicato, a ausência de recomposição pode afetar tanto os atendimentos à comunidade quanto a formação dos estudantes de Psicologia. A entidade apoia a garantia da continuidade dos serviços ofertados no CEPPSI, cobra um posicionamento urgente da Administração Superior e alerta para prejuízos assistenciais, éticos e formativos caso nenhuma medida seja adotada.
Confira o manifesto na íntegra:
Em Assembleia, no dia 19 de novembro de 2025, foi levada ao conhecimento deste Sindicato a possibilidade de descontinuidade da oferta de serviços em Saúde Mental pelo CEPPSI, em virtude da não substituição da servidora (psicóloga responsável técnica) do CEPPSI, durante seu período de licença-capacitação, de 1º de dezembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026. A Direção do CEPPSI vem requerendo junto à Administração Superior da Univasf o deslocamento de um(a) servidor(a) para substituição da psicóloga responsável-técnica, in loco, mas não vem logrando sucesso.
A SINDUNIVASF vem manifestar apoio irrestrito à solicitação de definição urgente quanto à substituição da servidora em seu período regular de capacitação. É imprescindível que a Administração Superior se posicione de forma célere e assertiva, reconhecendo que a ausência de uma definição oficial compromete gravemente o funcionamento regular do CEPPSI, a assistência psicológica à comunidade acadêmica e comunidade do Vale do São Francisco, bem como a formação dos futuros profissionais de Psicologia.
Destacamos que a demanda pelo serviço é expressiva e crescente. Somente no mês de outubro, foram realizados 646 agendamentos no turno que ficará descoberto, evidenciando a magnitude da procura e o impacto direto da ausência de recomposição. Tal volume de atendimentos demonstra que o serviço é essencial para a comunidade universitária e que sua interrupção acarretará prejuízos significativos.
A equipe do CEPPSI já atua em composição mínima, e a falta de um psicólogo inviabiliza o atendimento regular, especialmente no turno da manhã, prejudicando o acolhimento de situações de urgência em saúde mental — função indispensável para a manutenção do serviço.
O impacto na formação dos estudantes é igualmente preocupante. Os estágios curriculares obrigatórios em Psicologia dependem diretamente da continuidade das atividades clínicas. A descontinuidade compromete a carga horária exigida, o percurso formativo dos estudantes e o cumprimento das diretrizes regulatórias, podendo inclusive atrasar a conclusão do curso e prejudicar a qualidade da formação profissional. Além disso, a interrupção dos atendimentos afeta o desenvolvimento de competências práticas essenciais, colocando em risco o compromisso ético e técnico da Universidade com seus alunos.
No que diz respeito à saúde mental da comunidade universitária e externa, a ausência de atendimento especializado representa um risco elevado. O acompanhamento de pacientes em crise, incluindo casos de ideação suicida, exige manejo clínico especializado e continuidade de cuidado. A interrupção desses acompanhamentos pode acarretar prejuízos éticos, técnicos e assistenciais de grande magnitude, aumentando a vulnerabilidade dos usuários e expondo-os a situações de risco. A insuficiência de profissionais compromete a capacidade institucional de oferecer suporte adequado, agravando quadros de sofrimento psíquico e dificultando o acesso a intervenções emergenciais.
Diante desse cenário, reiteramos a necessidade de um posicionamento oficial da Reitoria, que assegure a manutenção do funcionamento clínico do CEPPSI durante o afastamento da servidora. É fundamental que a Administração Superior reconheça a gravidade da situação e adote medidas concretas para preservar a assistência psicológica à comunidade e a qualidade formativa dos estagiários.
Convocamos todos os envolvidos a se unir em defesa da continuidade responsável e ética das atividades do CEPPSI, reafirmando nosso compromisso institucional com a saúde mental, a formação acadêmica e o bem-estar coletivo.
Petrolina, 24 de novembro de 2025.
Diretoria da SINDUNIVASF



