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Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 32 milhões

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Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.014 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (2). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 32 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 27 – 30 – 35 – 40 – 44 – 58

  • 24 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 57.298,00 cada
  • 1.782 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.272,01 cada

 

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (6), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Agência Brasil

EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses

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O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o Pix brasileiro, acusando a tecnologia nacional de prejudicar “injustamente” as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Entre as empresas prejudicadas estariam a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay.  

“Os atos, políticas e práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial concedido ao Pix são injustos e discriminatórios. É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de tarifas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas à empresa líder nacional [o Pix]”, diz o documento.

Segundo a recomendação da conselheira jurídica geral do USTR, Jennifer Thornton, o Brasil favorece, por meio de políticas, sua “campeã nacional, o Pix”, criado pelo Banco Central (BC).

“O papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas. O banco agiu para prejudicar os provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e dar preferência ao Pix”, acrescenta o documento.

O relatório, publicado na noite dessa segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros.

Agora, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

O professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos avalia que a ação do governo Trump busca disputar o mercado de pagamentos eletrônicos do Brasil e usar o caso como “efeito demonstração” para que outros países não busquem criar mecanismos que prejudiquem empresas dos EUA.

“O problema é que o PIX já é um sistema soberano, público e gratuito, que oferece uma alternativa a essas redes privadas, que geram muitos lucros, que são controlados pelos EUA”, explicou o especialista.

Zahluth rejeitou o argumento dos EUA de que haja uma discriminação contra as empresas do país norte-americano.

“O PIX mostrou que uma infraestrutura pública pode deslocar o modelo privado. que extrai tarifas. E esse modelo está se espalhando, como na Índia. O interesse dos EUA é essa renda de intermediação que os comerciantes pagam entre 2% a 5% na transação dos cartões de crédito”, completou.

Ele lembra que o Pix tem movimentado mais recursos que cartões dos EUA como Visa e Mastercad.

“O Pix não está impedindo a operação dos cartões. Ele compete, claro, oferecendo um bem público, gratuito e que funciona. Não existe nenhuma proibição de que um bem público não possa ser oferecido por um Estado soberano”, disse o professor.

Pix como alvo

O relatório da USTR cita que o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas, além de que o mecanismo de pagamento gratuito seja exibido nos sites e aplicativos dos bancos e empresas financeiras com destaque semelhante a qualquer outro tipo de transferência.

“Além disso, o Banco Central incentiva o uso do Pix em detrimento de outros serviços, exigindo que as instituições participantes (incluindo as instituições que ela exige para participar do mecanismo) ofereçam o Pix gratuitamente a indivíduos”, afirma a investigação dos EUA.

Para a conselheira Jennifer Thornton, o Pix representa um ônus ou uma restrição ao comércio dos EUA, “impondo custos aos provedores de serviços americanos e forçando-os a promover sua concorrente brasileira sem qualquer compensação”.

Segundo o professor da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, a ação dos EUA contra o Pix busca assegurar os lucros dos monopólios das empresas estadunidenses, formando parte de uma disputa distributiva pela renda dos brasileiros.

“A sociedade brasileira está querendo evitar que o capital financeiro estrangeiro absorva rendas monopólicas e, ainda por cima, usando o Estado para impor isso contra outro Estado que é soberano. É mais uma expressão do imperialismo americano que o Trump está implementando”, disse o economista.

Um ano de investigação

A ação contra o Pix brasileiro começou nos Estados Unidos (EUA) em 15 de julho de 2025, quando o governo Donald Trump anunciou a abertura de investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

As críticas ao sistema de pagamento brasileiro podem ser explicadas pela concorrência do Pix com o Whatsapp Pay e bandeiras de cartão de crédito norte-americanas (como Visa e MasterCard), e por ter se tornado uma alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.

A agência de notícias dos EUA Bloomberg, especializada em economia e finanças, tem divulgado que as bandeiras de cartões de crédito como Visa e MasterCard, além das big techs, grandes empresas de tecnologia, tem pressionado o governo de Donald Trump para agir contra o Pix brasileiro.

Agência Brasil

Funcionários da construtora CLC denunciam supostas irregularidades nas condições de trabalho e na alimentação fornecida aos operários da Travessia Urbana de Juazeiro

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Funcionários da CLC Construtora, empresa responsável pelas obras da Travessia Urbana de Juazeiro, no norte da Bahia, entraram em contato com a redação do PNB para relatar supostas irregularidades na alimentação e água fornecida aos trabalhadores que atuam no canteiro de obras. Segundo um trabalhador, durante o horário de almoço ele encontrou um objeto estranho na refeição servida aos trabalhadores.

“Estávamos comendo nossa marmita na hora do almoço quando encontrei um negócio estranho na minha comida. Quando retirei, vi que era como se fosse uma linha grossa”, relatou.

O funcionário também afirmou que casos de problemas gastrointestinais entre os trabalhadores seriam frequentes.

“Toda semana aqui tem gente com dor de barriga. Além da comida, a água também vem sem qualidade, com sujeira. Eles não deixam nós ir para a UPA com medo da Vigilância Sanitária, então eles compram remédios para nós”, disse.

Ainda de acordo com o trabalhador, haveria diferença no tratamento dado aos funcionários.

“Eles não têm respeito com a gente. Os encarregados comem comida separada da nossa. Não é uma coisa isolada, sempre temos algum problema com a comida”, disse.

Ele também chamou atenção para a vigilância sanitária.

“Cadê a vigilância sanitária? Precisamos de uma fiscalização”, disse.

Outro funcionário também denunciou que, mesmo ser ter habilitação, trabalhadores estariam operando máquinas pesadas.

“Operando a máquina sem curso, sem a documentação. E a máquina com vazamentos”.

Estamos encaminhando o caso para a Vigilância Sanitária, para a empresa CLC e Gerência Regional do Trabalho, em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Anvisa suspende lotes de anti-hipertensivo e de medicamento contra câncer de mama; veja lista

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Uma nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizada nesta terça-feira (2), suspendeu lotes do anti-hipertensivo Maleato de enalapril e da injeção utilizada no tratamento de câncer de mama Halaven (mesilato de eribulina), a partir de notificações feitas pelas empresas fabricantes. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Maleato de enalapril

De acordo com a Hipolabor Farmacêutica, diversos lotes de maleato de enalapril 20 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 500 (EMB HOSP) apresentaram desvio de qualidade por conta de um erro nas embalagens, que apresentam a indicação de “10 mg” na descrição de composição.

Lotes afetados:

  • 0062/26M;
  • 0063/26M;
  • 0064/26M;
  • 0088/26M;
  • 0089/26M;
  • 0358/26M;
  • 0415/26M;
  • 0506/26M; e
  • 0507/26M

Halaven (mesilato de eribulina)

A agência determinou também a suspensão da venda, da distribuição e do uso do Lote 148386 do medicamento Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5 mg/ml SOL INJ CT FA VD TRANS X 2ML, fabricado pela United Medical. O fármaco é utilizado no tratamento de câncer de mama.

“A empresa comunicou o recolhimento voluntário do medicamento em razão de desvio de qualidade relacionado ao teor do princípio ativo abaixo da especificação aprovada. A medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso do produto”, diz a autarquia em nota.

O Globo

Bahia chega a quase 100 mil empregos nos últimos 12 meses

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O estado da Bahia chegou a marca de 99.375 novos postos de trabalho com carteira assinada acumulados nos últimos 12 meses. Além disso, no resultado isolado de abril de 2026, o estado registrou a criação de 8.461 novos empregos formais.

O indicador é fruto do saldo positivo entre 90.824 admissões e 82.363 demissões ocorridas no período, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no último dia 28.

Com esse desempenho, a Bahia lidera o ranking de geração de empregos na região Nordeste. O resultado baiano superou, inclusive, a soma dos saldos dos estados do Ceará (3.509) e de Pernambuco (3.340), que ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posição no cenário regional.

Para o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, os dados refletem o fortalecimento da economia baiana e o impacto das ações governamentais para a atração de novos negócios:

“A Bahia mantém uma trajetória consistente de crescimento econômico e geração de oportunidades para a população. Chegar à marca de quase 100 mil empregos criados nos últimos 12 meses demonstra a força da nossa economia e o resultado de políticas públicas que estimulam investimentos, fortalecem os setores produtivos e ampliam as oportunidades para os trabalhadores e trabalhadoras baianos. Seguiremos empenhados em promover desenvolvimento com inclusão social e trabalho decente em todo o estado”, afirmou o secretário.

Desempenho por setores econômicos

A expansão do mercado de trabalho em abril foi impulsionada principalmente por três áreas produtivas. Confira os saldos:

  • Serviços: 4.788 vagas;
  • Construção: 3.124 vagas;
  • Indústria: 2.098 vagas.

Em contrapartida, os setores da Agropecuária e do Comércio não acompanharam o ritmo de crescimento e fecharam o mês de abril com saldo negativo de contratações.

Perfil dos novos trabalhadores

O levantamento do Caged também detalhou o perfil sociodemográfico das vagas preenchidas na Bahia:

  • Faixa etária: A maioria das oportunidades foi absorvida por jovens entre 18 e 24 anos, totalizando 5.632 vagas;
  • Escolaridade: O grau de instrução predominante foi o ensino médio completo, correspondendo a 7.905 postos de trabalho;
  • Gênero: Do total de vagas geradas, 4.625 foram preenchidas por homens e 3.836 por mulheres.

Cenário nacional

No âmbito federal, a Bahia consolidou-se na quarta posição do ranking geral de geração de empregos em abril de 2026. O estado ficou atrás apenas das principais economias do Sudeste:

  • São Paulo (20.202);
  • Rio de Janeiro (11.741);
  • Minas Gerais (8.991).
  • Bahia: 8.461

A Tarde

Mutirão da Urbis vai oferecer regularização fundiária e entrega de escrituras no João Paulo II, em Juazeiro

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Entre os dias 8 e 14 de junho, moradores do bairro João Paulo II, em Juazeiro, no norte da Bahia, poderão participar do Mutirão da Urbis, ação voltada à regularização fundiária e à entrega da escritura definitiva de imóveis.

Os atendimentos serão realizados das 9h às 17h, na quadra do bairro, localizada na Avenida Chefic Khoury, próximo à caixa-d’água. A iniciativa é destinada a mutuários, ocupantes e pessoas que adquiriram imóveis por meio de contrato de gaveta.

De acordo com a organização, o objetivo é garantir segurança jurídica aos moradores, além de contribuir para a valorização dos imóveis por meio da regularização da documentação.

A ação busca facilitar o acesso à escritura definitiva, documento que assegura a propriedade legal do imóvel e oferece mais tranquilidade aos proprietários.

Redação PNB, com informações Ascom 

Líder comunitário agradece gestão municipal pelo início das obras na passagem molhada do bairro Lomanto Junior

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O líder comunitário João Leopoldo agradeceu à gestão municipal do prefeito Andrei Gonçalves pela atenção dada às reivindicações dos moradores dos bairros Lomanto Júnior e Alto do Cruzeiro, após o início dos serviços na passagem molhada do Lomanto, realizado na última sexta-feira (29), pela Secretaria de Obras Estruturantes de Juazeiro, sob coordenação do secretário Bismarck Marques.

A intervenção atende a uma demanda histórica da comunidade, que há mais de dois anos cobra providências para restabelecer o acesso entre os dois bairros, comprometido pelas obras da Travessia Urbana. Segundo João Leopoldo, o avanço só aconteceu após uma reunião com o secretário, realizada logo depois do protocolo de um ofício apresentado pela Associação de Moradores do Lomanto.

Além da reabertura do acesso entre os bairros, o documento também apresentou outras reivindicações da comunidade, como a urbanização do Riacho Macarrão, pavimentação asfáltica, ordenamento do comércio local, revitalização da Praça Macário, com calçadão e nova estrutura de lazer, implantação de áreas de lazer e melhorias na mobilidade urbana do bairro.

De acordo com o líder comunitário, durante a reunião foram apresentados vídeos antigos e recentes que mostram os transtornos enfrentados diariamente pelos moradores devido ao isolamento causado pela interrupção da via.

“Há muito tempo a população vem sofrendo com a falta de mobilidade e segurança. Idosos, cadeirantes, crianças, mulheres e trabalhadores precisavam se arriscar em passagens improvisadas e estruturas inacabadas para conseguir atravessar entre os bairros”, destacou.
A situação chegou a ser denunciada diversas vezes pela comunidade, comerciantes locais e pela imprensa regional. Em uma das ocasiões, durante visita do ministro dos Transportes, Renan Filho, representantes do bairro entregaram um documento solicitando providências urgentes para acabar com o isolamento que vinha prejudicando moradores e o comércio local.

Imagens que circularam nas redes sociais, mostrando uma mulher atravessando o trecho carregando um recém-nascido, geraram forte repercussão e aumentaram a pressão popular para que medidas emergenciais fossem adotadas pela empresa responsável pela obra.
Segundo João Leopoldo, a chegada do novo secretário de Obras Estruturantes trouxe agilidade ao processo. Ele destacou a rapidez entre a entrega do ofício e o início efetivo dos serviços.

“Ficamos impressionados com o atendimento, a atenção e, principalmente, com a iniciativa de enfrentar um problema que há anos afeta a nossa comunidade. Em pouco tempo, vimos a reivindicação sair do papel”, afirmou.

O líder comunitário ressaltou ainda que a intervenção representa um passo importante para garantir mais segurança, mobilidade e dignidade à população que depende diariamente do acesso entre os bairros Lomanto Júnior e Alto do Cruzeiro.
“Agradeço ao secretário Bismarck Marques por ouvir o clamor da população e atender ao nosso pedido”, concluiu.

Ascom AMABJL

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 16 milhões nesta terça-feira (2)

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A Mega-Sena pode pagar prêmio acumulado em R$ 16 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 3014 que será realizado nesta terça-feira (2).

O sorteio será a partir das 21h (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 

Redação PNB

Após denúncia de suposto assédio moral em escola estadual em Uauá, gestão se manifesta

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Após um profissional da educação que atua na Escola Estadual do Campo Integração Lagoa do Pires, no distrito de Lagoa do Pires, em Uauá, no norte da Bahia, enviar ao Portal Preto no Branco um texto-denuncia de um suposto caso de assédio moral dentro da instituição, a gestão da escola se manifestou.

O PNB encaminhou o caso ao Núcleo Territorial de Educação Norte (NTE-10), antes da publicação, em busca de esclarecimentos. Ainda sem retorno do órgão responsável pela educação estadual no norte da Bahia, a gestão da escola nos enviou uma nota.

Confira a nota na íntegra:

“A Gestão Escolar da UEE do Campo Integração Lagoa do Pires tomou conhecimento da manifestação anônima recentemente divulgada acerca de questões administrativas e pedagógicas desta unidade de ensino. Reafirmamos que o direito à crítica e à participação da comunidade escolar constitui importante instrumento de fortalecimento da gestão democrática, desde que exercido com responsabilidade, boa-fé e compromisso com a veracidade dos fatos.

A escola pública é instituição voltada à promoção do direito fundamental à educação e deve pautar sua atuação pelos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no art. 37 da Constituição Federal. Nesse contexto, compete à gestão adotar as medidas administrativas e pedagógicas necessárias ao adequado funcionamento da unidade escolar, sempre orientada pelo interesse público e pelas diretrizes estabelecidas em seu Projeto Político-Pedagógico.

É necessário esclarecer que decisões de organização interna, distribuição de atribuições e adequação de procedimentos administrativos decorrem do poder-dever de gestão e visam exclusivamente ao atendimento das necessidades da comunidade escolar, não se subordinando a interesses particulares ou corporativos.

Lamenta-se a divulgação de informações parciais ou descontextualizadas, capazes de gerar interpretações equivocadas e comprometer o ambiente de cooperação indispensável ao processo educativo. O espaço escolar deve ser preservado como ambiente de diálogo, respeito mútuo e construção coletiva do conhecimento.

Ressaltamos, ainda, que eventual apuração de condutas incompatíveis com os deveres funcionais será realizada nos termos da legislação aplicável, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

Por fim, a Gestão Escolar reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e a permanente abertura ao diálogo com toda a comunidade escolar, na busca da melhoria contínua da qualidade da educação e da efetivação do interesse público.”

O texto-denuncia

“Medo, angústia e a síndrome do pequeno poder na educação do sertão baiano”

Lá tão… tão distante. Onde o sol se esconde, vivem sujeitos que, fruto de sua terra, representam a coragem de um povo que aprendeu com o sol da caatinga a capacidade de ser forte, como diria Euclides da Cunha, e o preço pago pela liberdade da democracia. Essa tantas vezes chamada aos gritos Brasil afora, especialmente nos últimos anos.

Mas, como nossa história sempre foi de contradições, no escuro dos gabinetes e na alcova das assembleias, as tomadas de decisão se baseiam em compadrio, interesses eleitorais e pouca preocupação com a qualidade do serviço público. Dos rincões de Brasília ao interior do sertão baiano, exemplo disso é o que se passa — sobretudo ouvido nos corredores e nas ruas — no distrito de Uauá, Lagoa do Pires, especificamente na Escola Estadual do Campo Integração Lagoa do Pires.

A olhos vistos, nota-se que não é interesse das lideranças políticas da região a eleição democrática de gestores escolares, já que essa instituição jamais realizou eleição direta para gestor e vice-gestor. O que surpreende nos últimos anos é o descaso com a comunidade escolar e com a escuta daquilo que docentes e discentes acreditam ser o melhor para sua instituição. Dizem as más línguas, inclusive, que vereadores mandam mais na escola estadual do que os próprios deputados e a própria secretaria de educação.

As nomeações mais recentes foram marcadas por intensas movimentações partidárias, em um modelo que se aproxima mais das antigas capitanias hereditárias — “agora é a vez da situação escolher a gestora; depois, a oposição” — do que de um projeto consistente de gestão democrática da educação do campo.

Na gestão até 2024, foi empossada uma servidora cujo principal objetivo parecia ser a aposentadoria, deixando em segundo plano o importante trabalho de gestão escolar que poderia ser desenvolvido. Após alcançar esse objetivo, a comunidade viu-se durante meses sem direção efetivamente empossada. Nesse período, a vice-gestão — que, assim como Narciso às avessas, não contempla a si mesma, apenas reflete os valores dos outros — precisou assumir responsabilidades administrativas que por anos pareceram diluídas na rotina burocrática da instituição.

Cansada do descaso e pressionada pelas necessidades urgentes de uma escola sem direção, a comunidade se moveu. Realizou protestos, publicou vídeos e fez cobranças públicas até que um novo diretor foi empossado.

Todos felizes por aquilo que restava na caixa de Pandora sentiram-se finalmente livres para respirar tranquilos e dormir o sono daqueles que acreditam estar construindo um ambiente saudável de trabalho. Esqueceram-se, porém, de que antes da esperança todos os males da humanidade já haviam escapado.

A tranquilidade deu lugar à angústia e ao medo diante da possibilidade de uma nova liderança à frente da instituição, após a saída do diretor no final de 2025 e início de 2026. Começa aí o calvário de uma instituição quadragenária, “nua” para os interesses das capitanias hereditárias que atravessam a política baiana desde que o Brasil é Brasil. Ouvia-se pelos corredores da escola e pelas ruas da comunidade que o que viria não seria bom. Como toda expectativa ruim é capaz de superar-se, a realidade mostrou-se ainda pior.

O espaço que brevemente experimentou os ventos da gestão democrática vê-se agora envolto no autoritarismo do pequeno poder, em frágil semelhança com a “banalidade do mal” proposta por Hannah Arendt. Há quem transforme um crachá em coroa. Nesse caso, uma nomeação publicada no Diário Oficial converte-se em autorização simbólica para destratar funcionários, sustentar relações de vigilância permanente e instaurar um ambiente em que o medo e a desconfiança passam a organizar o cotidiano escolar.

Relatos recorrentes apontam ameaças veladas de devolução de funcionários ao núcleo territorial de educação caso determinadas ordens não sejam cumpridas. Em outro episódio, teria sido sugerido que estudantes poderiam assistir à aula no calor e sem água potável porque “o corpo humano suporta até cinco dias sem água”.

Também causa perplexidade o relato de ameaça de registro de boletim de ocorrência contra uma estudante após cobrança relacionada a demandas da própria instituição. Em outro momento, uma mãe de aluno teria sido mandada a “calar a boca” durante uma discussão, saindo do local em lágrimas. São situações que revelam profundo despreparo para lidar com o contraditório, com a escuta e com a dimensão humana inerente ao ambiente escolar.

Anos antes, a mesma servidora já havia deixado outra instituição pública local após forte desgaste junto à comunidade escolar, materializado inclusive emabaixo-assinado.

Os ratos são os últimos a sair; antes disso, aproveitam tudo. Enquanto não os atingem, roem o que ficou do barco prestes a afundar: alguns atônitos, outros acomodados aos fatos narrados. Alguns oprimidos veem suas questões serem ignoradas; afinal, contratado não opina.

É preciso que a comunidade se levante: professores, estudantes, pais e representantes locais. É necessário lutar por aquilo que faz de nós a espécie capaz de sobreviver mesmo diante da catástrofe: a capacidade de criar novos mundos mesmo diante da catástrofe iminente do desconhecido.

Do contrário, corre-se o risco de ver a instituição mais duradoura, importante e necessária para as comunidades do campo sucumbir não pela ausência de potencial humano, mas pela incompetência política e administrativa de suas lideranças.”

Redação PNB