“Problema resolvido”: Após paralisação, trabalhadores do aterro sanitário de Juazeiro voltam as atividades; prefeitura garantiu atender pautas da categoria

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Após uma paralisação de advertência convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública da Bahia (Sindlimp/BA) a Prefeitura de Juazeiro garantiu instalar a energia elétrica no Aterro Sanitário de Juazeiro. Os trabalhadores que atuam no local paralisaram as atividades nesta terça-feira (16), após meses de espera por ações de melhoria no ambiente de trabalho.

Em contato com o PNB, Jamay Damasceno, diretor do sindicato, informou que a prefeitura garantiu atender as pautas da categoria e amanhã já haverá iluminação no aterro.

“Liberamos o acesso ao aterro, que estava travado, como forma de pressionar o governo a instalar a energia e trazer outras melhorias para o local de trabalho. Problema resolvido! Depois de muita agonia, terá iluminação a partir de amanhã aqui no aterro”.

Paralisação

“A situação do aterro sanitário é a mesma, nada mudou até hoje. Paralisamos as atividades aqui, não vai entrar caminhão de lixo, e consequentemente a cidade vai ficar suja, enquanto alguém se pronunciar para dizer cadê a energia do aterro sanitário”, declarou Jamay Damasceno, diretor do sindicato.

De acordo com o Sindlimp, desde o início do ano o sindicato aguarda providências do poder público para a melhoria das condições de trabalho dos funcionários.

“Desde março é só enrolação, mas quem está sofrendo é o meu povo. Não tem água gelada, não tem energia, não tem banheiro, e assim não dá mais. Não sei nem se isso é legal. Desde março dei mais um tempo e agora, no final do ano, nada foi resolvido. Então, a partir de hoje, não vai entrar nenhum caminhão compactador de lixo aqui, nenhum, a não ser que o prefeito venha falar com os trabalhadores”, disse o representante.

No dia 27 de novembro, a Secretaria de Serviços Públicos (SESP) se manifestou por meio de nota sobre as ações no local. A pasta informou que “está em tratativas avançadas com a Coelba para viabilizar o fornecimento de energia elétrica no local. Atualmente, o refeitório e os banheiros estão em fase de construção, garantindo melhores condições de trabalho para as equipes. Enquanto o fornecimento de energia não é instalado, a SESP destaca que irá alinhar com a empresa responsável a disponibilização de água gelada para os trabalhadores, assegurando o bem-estar de todos”.

Entenda o caso

O Portal Preto no Branco vem acompanhando, ao longo de 2025, as reivindicações por melhorias no aterro sanitário. Desde então, Jamay Damasceno tem relatado as solicitações feitas à gestão municipal.

“Desde março estamos aguardando que as solicitações feitas à gestão municipal sejam atendidas. O secretário Romário pediu prazo até o dia 19 deste mês para resolver, mas até o momento nenhuma demanda foi atendida. Pedimos condições dignas de trabalho. Nosso trabalhador está sofrendo e não vou permitir que isso continue. Queremos uma resposta concreta da prefeitura”, afirmou Jamay Damasceno, diretor-geral do sindicato.

Em ofício enviado à gestão municipal no dia 19 de março de 2025, o Sindlimp relatou as más condições de trabalho às quais os trabalhadores estariam submetidos.

“O aterro sanitário não dispõe de ponto de apoio, refeitório, sanitário com chuveiro nem água mineral gelada. O local também não possui instalações elétricas que viabilizem a implementação dessas estruturas imprescindíveis aos trabalhadores”, afirmou o sindicato no documento.

Segundo o diretor-geral do Sindlimp, mesmo após o envio do ofício à prefeitura e à Coelba, solicitando as melhorias, nenhum dos problemas foi solucionado até o momento.

“Disseram que fariam a instalação elétrica até o dia 19, e não fizeram. Mas não é só isso. Depois da instalação elétrica, vem a iluminação do aterro, o refeitório, que não foi concluído, e o banheiro, que foi construído, mas o trabalhador não pode utilizar porque está com defeito. Não tem água gelada no aterro, e isso também depende da energia elétrica. Tudo isso acontece há anos e nunca foi resolvido. Desta vez, não dá mais para empurrar com a barriga. Precisamos de uma resposta. O pessoal está comendo junto com carrapato, com bicho, isso é desumano. Aguardamos um retorno da prefeitura municipal. Se não houver resposta até quarta-feira, o aterro vai parar”, concluiu Jamay Damasceno.

Redação PNB

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