O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (24) autorizar a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período em que ele estiver internado no Hospital DF Star, em Brasília.
Com a decisão, poderão visitar o ex-mandatário o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro (PL), o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) e Laura Firmo Bolsonaro, filha mais nova, que é menor de idade.
A autorização vale enquanto durar a internação hospitalar de Bolsonaro e estabelece exceção às restrições de visitas impostas ao ex-presidente, considerando o contexto médico e familiar.
“Nos termos do art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, AUTORIZO A VISITAÇÃO dos filhos Carlos Nantes Bolsonaro e Flávio Nantes Bolsonaro; bem como dos filhos Jair Renan Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro, durante o período em que o custodiado estiver internado, de acordo com as regras gerais estabelecidas pelo Hospital DF Star para todos os pacientes”, escreveu Moraes na decisão.
Cirurgia
Bolsonaro deixou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (24) e foi internado no Hospital DF Star, onde chegou minutos depois, às 9h33. Preso desde 22 de novembro, esta foi a primeira vez que Bolsonaro saiu da unidade policial.
A saída ocorreu sob forte esquema de segurança, com escolta de viaturas da Polícia Federal, além de batedores da Polícia Militar e da Polícia Penal. Bolsonaro entrou no hospital pela garagem. Durante a internação, dois policiais permanecerão na porta do quarto, além de segurança reforçada na entrada da unidade de saúde, localizada a cerca de 1,5 km da PF.
O ex-presidente passará a véspera de Natal internado, em preparação para uma cirurgia de reparo de duas hérnias inguinais, marcada para esta quinta-feira (25), dia de Natal. Após dar entrada no hospital, ele realizou exames e recebeu medicações antes de ser encaminhado ao quarto. Ainda não há previsão de alta.
A autorização para o procedimento foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator dos processos relacionados à tentativa de golpe. A decisão ocorreu após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com base em laudo da Polícia Federal, que confirmou a necessidade da cirurgia.
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