Em um vídeo publicado em suas redes sociais, nesta sexta-feira(2), Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre o decreto da Polícia Federal (PF) que determina o seu retorno imediato ao cargo de escrivão. O filho do ex-presidente exercia essa função antes de se tornar deputado e era lotado na Delegacia da PF de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.
O ex-deputado federal afirmou que não pretende se submeter à decisão e declarou que a cassação de seu mandato, que ocorreu no dia 18 de dezembro, foi uma decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, e não do plenário, como determina o rito legislativo.
“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu ele no X (antigo Twitter), comparando a PF à polícia secreta oficial da Alemanha Nazista.
Eduardo também disse que não tem condições de retornar ao Brasil neste momento, já que sofre uma “perseguição judicial” e o país não está em condição de “normalidade democrática”.
Mesmo sem a pretensão de reassumir o cargo, ele afirmou que não vai abrir mão do cargo na Polícia Federal “de mãos beijadas” e que vai lutar para mantê-lo, com a justificativa de que teme perder a aposentadoria vinculada à PF, o porte de arma e a pistola funcional.
Redação PNB, com informações A Tarde



