O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro está pronto para atender venezuelanos que possam ser impactados pelos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em mensagem nas redes sociais, Padilha reforçou que o Brasil cuidará “de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”.
Segundo o ministro, a preparação envolveu a mobilização da Agência do SUS, da Força Nacional do SUS e das equipes de Saúde Indígena, com o objetivo de minimizar os efeitos do conflito na saúde pública do país.
A manifestação de Padilha foi a primeira do governo brasileiro após os ataques norte-americanos, que incluíram explosões em Caracas e sobrevoos de helicópteros militares, e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, conforme anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Nos últimos meses, o governo brasileiro vinha monitorando a situação e adotando medidas diplomáticas para evitar uma escalada do conflito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a participar de reuniões internacionais, incluindo a COP30 e encontros da Celac, buscando reforçar a América Latina como zona de paz.
A Venezuela enfrenta uma grave crise migratória, com mais de 9 milhões de pessoas que deixaram o país desde 2013, segundo o Observatório da Diáspora Venezolana, e a Acnur aponta o país como a maior fonte de refugiados do mundo, com 6,3 milhões de pessoas.
BNews



