Recorrentemente, frequentadores da Orla II de Juazeiro procuram o Portal Preto no Branco para chamar atenção da gestão municipal sobre a necessidade de ordenamento urbano no parque fluvial da cidade. São muitas as críticas sobre a ocupação desordenada, improvisada e irregular de ambulantes e, conforme os relatos, principalmente aos finais de semana, o local fica tomado por barracas que comercializam produtos sem nenhuma fiscalização.
“A impressão que dá, é que em Juazeiro tudo pode ser feito e de qualquer forma. Qualquer pessoa pode armar uma barraca, de qualquer forma, em qualquer espaço público. Sabemos que todo mundo tem o direito de trabalhar, mas as regras precisam ser respeitadas e os espaços públicos precisam ser ordenados. Os banhistas quase não conseguem ter um momento de lazer às margens do Rio São Francisco, pois as áreas ficam ocupadas por ambulantes. Além disso, a sujeira que fica é um absurdo. Uma bagunça total”, declarou uma frequentadora.
Na última segunda-feira (12), durante uma ação de rotina, a Secretaria de Ordenamento Urbano e Habitação retirou algumas estruturas que estavam acorrentadas de maneira irregular no espaço e a ação repercutiu nas redes sociais. dividindo opiniões.
“Barracas que funcionavam há anos, garantindo o sustento de dezenas de famílias, foram simplesmente retiradas pela prefeitura. Sem diálogo e sem alternativa. Quem vive do trabalho honesto não pode ser tratado assim”, comentou um internauta.
No entanto, nos comentários, a maioria dos internautas aprova a ação da prefeitura, mas pontuam que a gestão deve oferecer alternativas para os ambulantes e exigir o cumprimento das regras para ocupação do solo. Veja alguns:
“Está certo mesmo. A pessoa não consegue nem andar, nem tomar um banho direito, poder sentar na beira do rio, aproveitar a paisagem! Juazeiro precisa muito dessa organização! Show de bola. Parabéns pela atitude, prefeito e equipe”.
“A ação está correta, mas a prefeitura deveria propor espaços para os ambulantes atuarem, pois eles oferecem serviços e são importantes. Mas que obedeçam as normas, que padronizem as barracas, mantenham a higiene e não comprometam a estética do parque fluvial”, observou um leitor do PNB.
“Paulo Bonfim entregou os quiosques para o pessoal da Marinha saírem da margem do rio, então já não era para ter ninguém próximo às margens. Entendo o lado dos empreendedores , mas temos que respeitar o meio ambiente”.
“Enfim vai colocar ordem no espaço público. O que fica é muita sujeira, garrafas de vidro, poluição sonora e visual. Um horror. Tá certa a gestão e a população já vinha tratando disso a muito tempo. Tudo tem limite”.
“O local estava completamente monopolizado. Os banhistas não conseguem nem sentar, pois tudo foi ocupado por barracas e caiaques.”
“Tem que garantir ordenamento sim, nada contra os trabalhadores, mas esse trecho da orla tá uma maior zona. Não é só pegar uma barraca e colocar onde bem entender, se não vira um cidade de desordem”.
Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a Secretaria de Ordem Pública e Habitação (SOPH) informou que “realiza, de forma contínua, ações de fiscalização e ordenamento do uso dos espaços públicos na orla do município, com o objetivo de garantir a mobilidade, a segurança e a organização urbana. Em relação à apuração sobre a suposta retirada de materiais de ambulantes, a SOPH esclarece que não houve apreensão de mercadorias. Foram retiradas exclusivamente estruturas que estavam acorrentadas de maneira irregular em áreas públicas, de acordo com o Código de Polícia Administrativa do município (Lei nº 018/2016). A Secretaria ressalta que, por estarem em locais públicos de forma irregular e acorrentadas, essas estruturas podem ser removidas sem a devida notificação prévia, conforme prevê a legislação vigente. As ações seguem critérios técnicos e legais, sempre priorizando o diálogo e a orientação aos trabalhadores, além do cumprimento das normas que asseguram o uso adequado dos espaços coletivos”.
Redação PNB



