Reeducar para não reincidir: Prefeitura de Juazeiro aposta no diálogo para quebrar o ciclo da violência através do Projeto GRRI

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A violência contra a mulher é uma ferida social que ultrapassa muros, classes e gerações. Romper esse ciclo exige mais do que proteção: requer conscientização, diálogo e continuidade de valores. Com essa compreensão, a Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome/Sedes, realizou o último encontro do Projeto Grupo de Reabilitação em Relações Interpessoais (GRRI), uma ação voltada à ressignificação de comportamentos e à prevenção da reincidência da violência.

Idealizado pela Vara da Violência Familiar e Combate à Violência Doméstica e coordenada pela superintendente do Sistema Único de Assistência Social/SUAS, Maria Quitéria Lima, o projeto propõe um espaço de escuta e transformação, onde homens autores de violência contra mulheres são questionados a refletir sobre suas atitudes, compreender as consequências de seus atos e reconstruir suas formas de se relacionar.

Realizados no auditório da Sedes, os encontros são realizados quinzenalmente, reunindo profissionais de diversas áreas, como psicologia, serviço social, pedagogia e direito, além de parceiros como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Ronda Maria da Penha, Centro de Referência Especializado de Assistência Social/CREAS, Comissão de Mulheres da OAB e o Comitê de Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Durante os encontros, temas como masculinidade, Lei Maria da Penha, empatia, responsabilidade e convivência familiar são oferecidos em rodas de diálogo, dinâmicas e reflexões coletivas. O projeto convida cada participante a olhar para si, considerar erros e descobrir novas possibilidades de convivência baseadas no respeito e na igualdade.

Mais do que um programa de reabilitação, o GRRI é um chamado à mudança social. Ao propor a confronto das relações interpessoais, a Prefeitura de Juazeiro reafirma seu compromisso com uma cidade mais humana, onde homens e mulheres possam conviver com segurança, respeito e dignidade.

O encerramento do ciclo contará com a elaboração de um pacto simbólico pelo fim da violência contra as mulheres, reforçando que transformar o futuro começa com a coragem de rever o presente.

 

Ascom

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