Um grupo de artistas divulga manifesto em defesa da permanência do atual permissionário da cantina do CCJG, Juazeiro; “espaços em toda Bahia serão revitalizados”, informa gestor

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Um grupo de artistas de Juazeiro, em um manifesto público, manifestaram repúdio ao que classificam como “perseguição arbitrária promovida pela atual gestão do Centro de Cultura João Gilberto” contra o responsável pela cantina do espaço cultural, Nivaldo Júnior.

“Há cerca de um ano, Nivaldo vem sendo coagido e ameaçado de retirada da cantina do Centro de Cultura, espaço que ele cuida, organiza e do qual tira seu sustento há mais de uma década. Não defendemos qualquer forma de monopólio sobre o espaço público. Defendemos, sim, a legítima condição e oportunidade de trabalho e sobrevivência de quem vive honestamente do seu ofício. Sob a alegação de que o café “não se renova”, “não funciona a contento” ou “não possui projeto de funcionamento regular”, instaurou-se uma verdadeira perseguição ao trabalhador. Soma-se a isso a insinuação, por parte da gestão, de que Nivaldo faz críticas à pessoa do gestor e à forma como os serviços vêm sendo conduzidos. É preciso afirmar com clareza: ocupantes de cargos públicos não têm o direito de exigir aprovação unânime de suas ações. Gestores indicados politicamente devem ter preparo para lidar com críticas, discordâncias, embates e oposição de qualquer natureza. O que não é aceitável é transformar tais críticas em justificativa para medidas arbitrárias, pessoais e autoritárias. Não apoiamos ações pautadas na vaidade, no ego ou em disputas de caráter pessoal dentro do serviço público, especialmente na coordenação de um espaço cultural que deveria respirar humanidade, sensibilidade, diálogo e trabalho coletivo. Não aceitamos portarias impostas “goela abaixo”, sem escuta e sem transparência”, diz o manifesto.

O grupo concluiu afirmando: “Não aplaudimos nem aceitaremos a iniciativa de expulsão do trabalhador Nivaldo Júnior. Seguiremos contrários a toda e qualquer medida verticalizada e autoritária, seja contra servidores, trabalhadores, artistas (residentes ou não) ou contra o próprio público frequentador do Teatro João Gilberto. Dessa forma, artistas e simpatizantes reafirmam seu manifesto de apoio solidário a quem luta para garantir seu sustento com dignidade. Declaramos, de forma coletiva e firme: Não acatamos e não aceitamos a saída de Nivaldo Júnior. Solicitamos ao deputado Roberto Carlos, responsável pela indicação do atual gestor do Centro de Cultura João Gilberto, a derrubada imediata dessa pauta.
Deixem o homem trabalhar”.

Nossa reportagem procurou o gestor do CCJG, Flávio Henrique, que esclareceu a questão.

Segundo o gestor, a determinação não é da sua gestão, mas existe um projeto da Secretaria de Cultura do Estado para revitalizar todos os 18 espaços culturais da Bahia onde existem cantinas/ cafés/ lanchonetes. A intenção, além de regularizar a situação, já que trata-se de um equipamento público e alguns estão irregulares, é oferecer um melhor serviço ao público e também aos fazedores de cultura que utilizam regularmente os centros culturais do estado.

Flávio Henrique ressaltou ainda que a ocupação deve ser através de concessão pública, mas que, por anos, permitiu-se que algumas cantinas fossem exploradas sem a devida regularização.

“Não é um projeto da nossa gestão. A Secult nos pediu informações sobre a situação da cantina do CCJG, assim como fizeram com os demais espaços do estado. Em uma reunião que aconteceu recente com a Secult, o projeto de revitalização foi apresentado aos gestores. Posteriormente, acontecerá um chamamento público, através de edital, e qualquer pessoa poderá participar, inclusive o atual ocupante do espaço. Reafirmo: não é um projeto da gestão do Centro de Cultura João Gilberto”, informou o gestor.

Redação PNB

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