Em nota, FETRAB se manifesta sobre denúncia de Assédio Moral e Abuso de Poder contra Promotora de Justiça de Juazeiro

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Em nota, a Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia repudiou às notícias de assédio moral sofrido por uma servidora do Ministério Público do Estado da Bahia, em Juazeiro.

O caso ganhou repercussão depois de uma reportagem publicada no Portal Preto No Branco, quando uma ex-assessora que atuava na 13ª Promotoria de Justiça, protocolou uma notícia de fato junto à Corregedoria-Geral do Ministério Público da Bahia, denunciando um suposto caso de assédio moral e abuso de poder hierárquico que vinha sofrendo no órgão praticados pela Promotora de Justiça responsável pela promotoria. A profissional, que pediu desligamento do órgão, também denunciou sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e direitos trabalhistas violados.

“Após “reiteradas condutas de assédio moral, intimidação, controle excessivo, ameaça funcional, abuso de poder, ingerência em sua vida pessoal”, segundo relatou ao Portal Preto No Branco. 
À nossa reportagem ela contou que a promotora extrapolava o limite profissional e chegava a pedir favores pessoais e submetê-la a situações humilhantes e constrangedoras. Ela relatou ainda que, de forma frequente, também era vítima de racismo recreativo.

 

Confira nota da FETRAB 

A FETRAB (Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia) recebeu com grande
consternação as informações veiculadas na imprensa e redes sociais acerca da situação
enfrentada por uma colega assessora do Ministério Público do Estado da Bahia, que foi alvo de assédio moral e perseguições por parte de uma Promotora de Justiça em seu local de trabalho, o que forçou o seu pedido de exoneração daquela entidade.

A FETRAB entrou em contato com a servidora, a qual confirmou as denúncias de assédio moral e perseguições das quais fora vítima naquela instituição pública.

É inadmissível que trabalhadores públicos (e também privados) sejam alvo de assédio,
desrespeito e discriminação dentro do ambiente de trabalho, mais grave ainda quando praticados por seus superiores, o que piora a situação com consequências na saúde física e mental do trabalhador afetando os seus familiares. O respeito à diversidade, a empatia e a promoção de ambientes inclusivos são valores fundamentais em qualquer instituição, e o Ministério Público, que é o fiscal da lei e da ordem jurídica, deve ser exemplo nesse sentido.

Repudiamos veementemente qualquer ato de assédio moral e preconceito em quaisquer órgãos e empresas contra trabalhadores que necessitam da renda do seu esforço diário para cuidar de si e de seus familiares.
A FETRAB buscará junto ao Ministério Público da Bahia e aos órgãos responsáveis pela defesa do trabalho e dos direitos humanos as providências necessárias e imediatas para investigar e adotar medidas contra eventuais situações de assédio, assegurando que seus servidores possam trabalhar em um ambiente livre de discriminação e hostilidade.

Expressamos nossa solidariedade à servidora afetada e ressaltamos que a nossa liberdade e o direito ao trabalho digno num ambiente de respeito são inegociáveis. Jamais aceitaremos que servidores públicos do Estado da Bahia sejam vitimas de assédio e situações que afrontam os direitos duramente conquistados ao longo da história.
Caso você sofra ou esteja presenciando assédio moral e perseguições no seu ambiente de
trabalho, entre em contato com a FETRAB. O sigilo será absoluto.

Juntos, seguimos na luta por um ambiente de trabalho humano, saudável, compreensivo e
acolhedor para todos.

Salvador, 21 de janeiro de 2026.
FETRAB – FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES PÚBLICOS DO ESTADO DA
BAHIA

Promotora de Justiça de Juazeiro é denunciada à Corregedoria do MPBA por Assédio Moral e Abuso de Poder; a denunciante, uma ex-assessora, conversou com o PNB 

Redação PNB

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