O advogado Regis Gonçalves Costa Pinto, 62 anos, foi preso nesta quinta-feira (22), por policiais civis da Delegacia Territorial (DT) de Jaguarari, norte da Bahia, acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.
Após investigações, o Delegado Titular solicitou a prisão temporária do advogado, o que foi concedido pela Justiça. O acusado foi localizado em frente à sua casa e não ofereceu resistência à detenção. Ele foi conduzido à delegacia e encaminhado ao Conjunto Penal de Juazeiro, onde permanece à disposição da Justiça.
No dia 22 de dezembro passado, o Portal Preto No Branco denunciou o caso.
Segundo informações apuradas pelo PNB, junto a familiares da menina, no sábado, 20 de dezembro de 2025, Regis Gonçalves Costa Pinto teria atraído a vítima para o escritório dele, que fica no centro de Jaguarari, prometendo dar um picolé para ela.
Em seu escritório, o advogado teria entregue uma quantia em dinheiro à vítima e passou a acariciar os seios da criança, pedindo que ela sentasse em seu colo. O acusado também teria orientado a criança a não contar o ocorrido a outras pessoas.
Ainda de acordo com familiares, a garota se assustou com a abordagem e, bastante abalada, saiu correndo do escritório. Ela foi acolhida por uma tia que acionou a Polícia Militar.
A menina estava em frente a uma farmácia quando o advogado apareceu convidando-a para ir ao seu escritório. Os familiares suspeitam que os convites à criança eram recorrentes.
“Como era de costume o autor dar picolé para a vítima, ela o acompanhou até o escritório. Ao chegar ao local, ele deu dinheiro para comprar o picolé, depois passou a acariciar os seios da menina e ainda pediu para que ela sentasse em seu colo. A criança passou a chorar, disse que estava com medo e fugiu do local, relatando o ocorrido à sua tia que de imediato acionou a PM”.
A guarnição da PM ainda chegou a ir no escritório do advogado, mas ele já havia deixado o local.
O advogado, que atuava na Procuradoria Jurídica das Prefeituras de Sento Sé e de Andorinhas foi exonerado, logo após a denúncia.
À época nossa equipe entrou em contato com o acusado. Ele respondeu apenas que depois que desse seu depoimento à policia, conversaria com nossa reportagem.
Redação PNB


