Uma campanha solidária foi criada para ajudar o pequeno Samuel, criança com deficiência que mora no bairro Tabuleiro, em Juazeiro, no norte da Bahia. A família tenta arrecadar recursos para a compra de uma cama hospitalar que vira poltrona, equipamento essencial para que ele possa voltar a frequentar a escola.
Até maio de 2024, Samuel utilizava cadeira de rodas e mantinha uma rotina escolar ativa. No entanto, no dia 28 de maio de 2024, o quadro de saúde do menino se agravou após uma pneumonia, o que mudou completamente a vida da criança e da família.
“Ele era cadeirante, ia para a escola direitinho. Mas depois da pneumonia, ele não conseguiu mais sentar. Hoje, ele só consegue ficar deitado”, relata a avó.
Samuel precisou ser internado, passou por intubação, ficou vários dias respirando com ajuda de aparelhos e, posteriormente, realizou uma traqueostomia. Após receber alta, voltou para casa dependendo de cuidados contínuos. Atualmente, ele se alimenta por gastrostomia (GTT) e utiliza um respirador para auxiliar a respiração.
“Quando ele voltou para casa, já veio com a traqueostomia e depois precisou fazer a GTT. Ele não consegue respirar sozinho, precisa do aparelho, e por isso não consegue mais usar a cadeira de rodas”, explica a avó.
Mesmo diante das limitações, Samuel não perdeu o interesse pelos estudos. Aluno da Escola Municipal Terezinha Ferreira de Oliveira, no bairro Tabuleiro, ele está prestes a cursar o 7º ano do ensino fundamental. Segundo a família, o menino se comunica bem, lê com facilidade e surpreende até os médicos.
“O médico disse que nunca tinha visto uma criança traqueostomizada falar do jeito que Samuel fala. Ele conversa, entende tudo, gosta de estudar”, afirma Risocleide.
Durante o último ano, Samuel recebeu aulas em casa, três vezes por semana, com o apoio de uma professora da rede municipal. No entanto, a família sonha com o retorno presencial à escola, o que só será possível com a aquisição da cadeira adequada.
“Essa cadeira é a única coisa que falta para ele voltar para a escola. A cama eu não consigo levar, e a cadeira que ele tem não dá para usar. Sem essa cadeira que vira cama, ele não consegue sair de casa”, desabafa a avó.
O equipamento custa cerca de R$ 16 mil, valor fora da realidade financeira da família. Diante disso, uma professora iniciou uma vaquinha solidária, mas a arrecadação ainda é baixa.
“A vaquinha foi feita com muito esforço, mas até agora arrecadamos muito pouco. Por isso estou pedindo ajuda, porque qualquer valor já ajuda”, diz Risocleide.
Apesar das dificuldades, a avó ressalta que Samuel mantém a alegria e a vontade de viver.
“Mesmo com tudo isso, ele não perdeu a alegria. Ele tem muita vontade de viver e de estudar. A gente só quer dar essa oportunidade para ele”, conclui.
As doações podem ser feitas via PIX, em nome de Risocleide Pereira Barbosa, chave pix 365.115.015-15. Qualquer valor pode fazer a diferença e ajudar Samuel a retomar a rotina escolar.
Redação PNB




Nesses próximos quatro dias serão torrados milhões no carnaval, atrações que chegam a cobrar um milhão de reais para se apresentar por uma hora e meia. Aí quando alguém precisa e 10 mil para fazer uma cirurgia ou para ajudar um deficiente como o menino Samuel, a prefeitura diz que não tem dinheiro.