Petrolina é a terceira cidade de Pernambuco com mais mortes violentas intencionais em 2025

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Petrolina encerrou o ano de 2025 como a terceira cidade com maior número de Mortes Violentas Intencionais (MVI) em Pernambuco. O município registrou 180 casos, ficando atrás apenas de Recife, a capital pernambucana, com 576 ocorrências, e de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, que contabilizou 239 casos. Os dados são da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE), responsável por monitorar a evolução anual da letalidade violenta no estado entre janeiro de 2004 e dezembro de 2025.

As Mortes Violentas Intencionais englobam crimes como homicídio doloso, latrocínio, feminicídio, lesão corporal seguida de morte, além das mortes decorrentes de intervenção legal de agentes do Estado. O indicador é utilizado pelas forças de segurança pública para medir a letalidade intencional e orientar estratégias de prevenção e enfrentamento à criminalidade.

Em 2023, Petrolina também contabilizou 180 vítimas. Já em 2024, foram registrados 168 casos, número que, apesar de ligeiramente inferior, já apontava para um cenário preocupante. Em 2025, o município voltou a apresentar crescimento, retornando ao patamar mais elevado.

A série histórica evidencia uma tendência de aumento da violência letal na cidade. Após registrar 141 mortes em 2022, Petrolina teve um salto expressivo em 2023, manteve índices elevados em 2024 e voltou a crescer em 2025, reforçando o alerta sobre a persistência da violência na principal cidade do Sertão pernambucano.

De acordo com a metodologia da GGACE, os dados são consolidados a partir de registros do Instituto de Medicina Legal (IML), da Polícia Científica, das Polícias Civil e Militar de Pernambuco e do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (CIODS), passando por análises técnicas até a divulgação final.

No cenário estadual, Pernambuco contabilizou 3.138 Mortes Violentas Intencionais em 2025, sendo que 57% dos casos se concentraram em apenas 14 municípios, conforme relatório da Secretaria de Defesa Social (SDS).

Redação PNB

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