O vereador Gilmar Santos (PT), de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, utilizou as redes sociais para voltar a criticar a programação do Carnaval do município e denunciar o que classificou como falta de democratização, transparência e valorização justa dos artistas locais. No vídeo, o parlamentar afirmou que está representando os interesses dos trabalhadores da cultura e cobrou mais diálogo por parte da gestão municipal.
“Enquanto vereador de Petrolina, estamos representando os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura, o direito à cultura da nossa população, e esperamos sempre que haja democratização e transparência”, declarou.
Durante a publicação, o vereador divulgou valores que, segundo ele, demonstram disparidades entre artistas locais e atrações de fora. Ele citou como exemplo o cantor Tuca Fernandes, que teria recebido R$ 200 mil por uma apresentação de uma hora e meia no Baile Municipal.
“Tuca Fernandes, que é uma atração de fora, tocou por uma hora e meia e ganhou cachê de R$ 200 mil. Já Camille Yasmine, artista local valiosíssima, vai receber apenas R$ 5.500”, comparou.
Outro exemplo mencionado foi o da cantora Fabiana Santiago.
“Jau, que é um artista de fora, recebeu R$ 150 mil. Já Fabiana Santiago, que tem apresentações incríveis, vai receber apenas R$ 15 mil. E a gente lembra que ela recebeu, em Juazeiro, R$ 45 mil”, destacou.
O vereador também citou outros casos: Xexeu, artista de fora, com R$ 70 mil; Allan Kleber, artista local, com R$ 18 mil; Forró Pegado, com R$ 150 mil; e J. Elisson Castro, com R$ 35 mil.
Sobre os valores pagos a grupos e músicos locais com cachês menores, ele criticou a disparidade.
“Agora vamos para os outros artistas locais, e aí vocês vão ver a disparidade. Por exemplo, a Frevuca vai receber R$ 40 mil, mas por cinco dias de apresentação. Temos também a banda Pagodança, com R$ 10 mil; a Orquestra de Frevo do Bolinha, que vai receber R$ 9 mil para se apresentar durante dois dias; e o Baque Opará, grupo percussivo que representa muito a nossa identidade pernambucana, com mais de 20 integrantes, e que vai receber apenas R$ 5 mil. […] Ou seja, de maneira geral, há algumas melhorias, mas muitas injustiças continuam mantidas.”
Para o parlamentar, o problema está na forma como a programação foi construída.
“Construir a programação de Carnaval sem a participação desses trabalhadores, sem democratização e sem transparência, dá nisso. Queremos, sim, um carnaval com muita alegria, com democratização e com segurança, mas queremos que o nosso povo participe dessa construção”, concluiu.
Segundo ele, a ausência de diálogo e as denúncias recebidas durante todo o planejamento da programação do Carnaval motivaram o envio de um ofício ao secretário Giovanni Costa, além de tentativas de reunião com o secretário executivo, Carlos Júnior.
“A enxurrada de denúncias que recebemos de artistas nos levou a apresentar um ofício ao secretário. Tentamos reunião com o secretário executivo, mas nenhum deles nos respondeu”, afirmou.
Redação PNB



