O Carnaval de Salvador foi encerrado na manhã desta quarta-feira (18) com público estimado em 12 milhões de foliões, entre baianos e turistas. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a festa terminou sem registro de mortes violentas.
Segundo a pasta, pelo terceiro ano consecutivo não houve ocorrências de homicídio, feminicídio, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte nos circuitos oficiais. O balanço foi apresentado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), pelo vice-governador e coordenador do Carnaval, Geraldo Júnior (MDB), além de secretários estaduais envolvidos na operação.
A SSP informou ainda que o sistema de reconhecimento facial identificou 73 foragidos da Justiça, número superior ao registrado em 2025, quando 55 pessoas com mandados de prisão foram localizadas.
“Além da captura de indivíduos que respondem por homicídio, tráfico de drogas, roubo, estelionato, violência contra a mulher, porte ilegal de arma de fogo, estupro e dívida de pensão alimentícia, o reconhecimento facial auxiliou também na localização de duas pessoas desaparecidas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.
Os portais de abordagem instalados nos acessos aos circuitos apreenderam mais de 7.500 objetos proibidos, um aumento de 51% em comparação com o Carnaval de 2025. Entre os itens recolhidos estavam uma pistola calibre .40, carregador, munições, facas, garfos, garrafas de vidro, estiletes e produtos inflamáveis.
As tentativas de homicídio apresentaram queda de 28,6%: foram cinco casos este ano, contra sete no ano passado. A polícia registrou ainda 65 prisões em flagrante, alta de 35,4%, além da lavratura de 135 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).
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