Dia 26 de fevereiro e o os profissionais de enfermagem do Hospital Regional de Juazeiro seguem cobrando o pagamento do complemento do piso salarial e do retroativo da categoria, que segundo os trabalhadores está em atraso. Na última quarta-feira (19), um grupo de profissionais procurou o PNB para cobrar um esclarecimento da OSID- Obras Sociais Irmã Dulce sobre quando os valores serão pagos, mesmo com o repasse já realizado pelo Governo do Estado, conforme alegam os trabalhadores.
Nossa reportagem vem insistentemente pedindo uma previsão à direção do hospital, mas sem respostas.
A situação se repete praticamente todos os meses e, indignados, os profissionais precisam recorrer a este canal para denunciar o descumprimento do direito trabalhista.
“Estamos cansados desta saga de nos desgastar para receber o que é nosso por direito. A OSID faz pouco caso e nos castiga todos os meses. Hoje, dia 26 de fevereiro, ainda estamos sem resposta sobre o nosso pagamento do piso salarial. Pelo Portal da Transparência, o Estado fez o repasse no dia 26 de janeiro na conta da empresa OSID, mas quando a gente procura o RH ninguém sabe informar nada”, relata.
Continuamos cobrando esclarecimentos junto à Assessoria de Comunicação do HRJ, mas até o momento não obtivemos respostas.
Reclamações
“Não é a primeira vez e, infelizmente, nem será a última. A gente sempre precisa cobrar nossos direitos para receber. Parece que só pagam quando a pressão aumenta. A pergunta que fica é: por que tanta demora para efetuar o pagamento, se o dinheiro já está lá?”, questiona.
Além do atraso, os profissionais afirmam que convivem com cobranças excessivas no ambiente de trabalho, mesmo diante da instabilidade salarial.
“Somos muito cobrados todos os dias, mas nossos direitos não são respeitados. Estamos exaustos dessa situação. É um desgaste emocional enorme”, desabafou.
Outra funcionária destaca que houve até a publicação de um contracheque que não se concretizou em pagamento.
“Lançaram um contracheque no portal referente a esse retroativo, mas o dinheiro não entrou na conta. Quando procuramos o RH, disseram que o contracheque tinha sido lançado errado. Ou seja, iam pagar e desistiram?”, questiona.
A profissional também relembra que, após denúncias anteriores, os pagamentos só ocorreram de forma fracionada.
“No início de janeiro, depois de várias denúncias, finalmente pagaram o salário em um dia e o retroativo no outro. Agora tudo voltou a atrasar. A gente só quer saber o motivo desse castigo. O dinheiro está na conta, por que não repassam para gente?”, pergunta.
Redação PNB



