Mpox volta ao radar da saúde pública após registrar 44 casos em cinco dias

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Com 88 casos notificados oficialmente em 2026 pelo Ministério da Saúde, a Mpox voltou a preocupar o governo federal e colocou os estados em alerta. A doença — infecciosa, transmissível e viral — está longe de alcançar o surto de 2022, que registrou 10.613 confirmações e 14 mortes, mas passou a ser monitorada de perto pelas autoridades, que têm transmitido comunicados e orientações à população.

São 88 confirmações de Mpox e dois casos prováveis, além de 171 suspeitos. O número quase dobrou em cinco dias. Em 20 de fevereiro, havia 48 registros, salto de 83%. A idade média de quem contraiu o vírus é de 33 anos, sendo 78% homens cisgêneros. Segundo a Saúde, a maioria dos pacientes teve sintomas classificados como de grau leve a moderado, sem registro de gravidade ou mortes associadas à doença.

O estado de São Paulo lidera os casos do país, com 63 registros, seguido de Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). A Secretaria de Estado da Saúde de SP comunicou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da Mpox no estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial.

Em Rondônia, o governo estadual informou que a vacina contra a Mpox está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas não faz parte do calendário de rotina. O imunizante é aplicado para pessoas com maior risco de exposição ao vírus ou de grupos vulneráveis. O objetivo é reduzir a transmissão e fortalecer a resposta do sistema de saúde diante de casos suspeitos e confirmados.

A Mpox possui uma semelhança acentuada com a catapora, manifestando-se na pele por meio de bolhas ou vesículas contendo líquido, que posteriormente estouram e formam crostas. Esse quadro pode ser acompanhado de dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda.

O tratamento para a Mpox inclui isolamento, pois a transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com lesões ou secreções de pessoas infectadas. Não há remédio específico para tratar a infecção. O antiviral tecovirimat foi desenvolvido para tratar varíola, mas tem sido testado em casos específicos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação do medicamento para uso pelo Ministério da Saúde. Embora os testes indiquem segurança, ainda não há comprovação de benefício consistente na redução dos sintomas em quadros leves, que representam a maioria das infecções.

 

Correio Braziliense 

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