“Essa empresa e também a Sesau não têm responsabilidade alguma com trabalhador. É tipo trabalho escravo. A gente trabalha e eles pagam quando querem, o que querem, como querem. Se reclamar, mandam embora sem direito a nada”, este foi o desabafo de um trabalhador que presta serviço ao Instituto de Gestão Aplicada, IGA, que assumiu a a Atenção Básica do município de Juazeiro no início deste ano.
Os profissionais voltaram a denunciar o que classificam como descaso e desorganização da cogestão da saúde que até o momento não honrou com os pagamentos dos salários de fevereiro, do piso da enfermagem e do Vale Refeição, gerando sérios problema na vida financeira dos profissionais.
“Até esta terça-feira, 10 de março de 2026, seguimos sem receber o nosso salário do mês e sem qualquer data concreta para pagamento. Sempre que buscamos informações junto ao setor de Recursos Humanos da empresa ou à Secretaria Municipal de Saúde, recebemos apenas respostas de que o pagamento será feito, mas sem confirmação oficial de prazo”, relatou um profissional.
Passado o prazo legal, na última sexta-feira (6), quinto dia útil do mês, os trabalhadores foram informados de que o salário seria pago na segunda-feira (9), o que não ocorreu.
Procurada pelo PNB, a Secretaria de Saúde deu novo prazo e informou que o pagamento cairia nesta terça-feira (10). No entanto, mais um dia chega ao fim e nada do pagamento ser realizado, informaram os trabalhadores.
“A situação é ainda mais grave para os trabalhadores da enfermagem, que até hoje também não receberam o complemento do piso nacional da enfermagem, valor proveniente de repasse federal destinado ao cumprimento do piso salarial da categoria. Já são dois meses sem recebermos o piso. Além do salário e do piso, o vale-refeição dos profissionais também não foi pago até o momento, aumentando ainda mais a insegurança financeira de nós, trabalhadores, que dependemos do salário para sustentar nossas famílias e cumprirmos compromissos mensais”, protestou outra profissional.
Ela ainda acrescentou: A empresa assumiu a cogestão da Atenção Básica em janeiro, mas até o mês de março ainda não conseguiu se organizar administrativamente, o que tem gerado problemas para os profissionais e para o funcionamento das unidades de saúde que estão funcionando precariamente. A prefeitura nos deixou ao Deus dará”.
“Trabalhamos sem a menor segurança, acumulando contas, sem qualquer garantia concreta de quando receberemos nossos salários e direitos. Essa situação demonstra falta de planejamento, desrespeito com os trabalhadores da saúde e descaso com a Atenção Básica, principal porta de entrada da população no Sistema Único de Saúde”, finalizou mais um trabalhador que considera a situação como “revoltante”.
Novamente, pedimos uma resposta à Secretaria de Saúde, mas não obtivemos retorno até o momento.
Estamos encaminhando a situação para a Gerência do Trabalho e emprego, em Juazeiro e para o sindicato da categoria.
Redação PNB



