Funcionário terceirizado da empresa Soll tem surto no campus Juazeiro da Univasf após atraso salarial

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Um funcionário terceirizado passou mal na manhã desta quarta-feira (11) no campus Juazeiro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O episódio ocorreu dentro da instituição e mobilizou equipes da Polícia Militar e atendimento de ambulância.

Segundo relatos de estudantes e trabalhadores ouvidos no local pelo Portal Preto no Branco, o funcionário apresentou um surto emocional durante o expediente devido ao atraso salarial. Ele atua há cerca de 18 anos no campus e desempenha funções de apoio operacional ligadas ao controle de chaves e abertura de salas de aula, além do acionamento de equipamentos como ar-condicionado nos blocos acadêmicos.

Testemunhas relatam que, durante o episódio, o trabalhador ficou visivelmente abalado e chegou a quebrar um violão de sete cordas que, segundo colegas, possuía grande valor afetivo e financeiro para ele. Após a situação, equipes de emergência foram acionadas para prestar atendimento.

O funcionário é vinculado à empresa Soll, responsável pela prestação de serviços terceirizados considerados essenciais no campus, como limpeza, manutenção e apoio logístico. De acordo com trabalhadores da empresa, os salários estariam atrasados desde a última quinta-feira.

Funcionários terceirizados relatam que o atraso de pagamentos não seria um caso isolado. Segundo eles, episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente e, em algumas ocasiões, os pagamentos só teriam sido regularizados após paralisações das atividades.

Trabalhadores também afirmam que a falta de previsibilidade nos depósitos acaba gerando impactos financeiros diretos. Muitos relatam que precisam arcar com juros em contas e cartões de crédito devido à ausência de uma data definida para o pagamento dos salários.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do trabalhador atendido. A reportagem busca posicionamento da empresa Soll e da administração da Univasf sobre a situação relatada pelos funcionários e sobre o episódio ocorrido no campus Juazeiro.

O PNB também está em contato com o Sindlimp em busca de informações.

Redação PNB

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