Juazeirense Manoel Tenório Rapadura Neto volta a ser denunciado por crime de estelionato contra advogada de Salvador; o acusado já foi preso no Pará pelo mesmo crime

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O juazeirense Manoel Tenório Rapadura Neto, acusado de aplicar diversos golpes em Juazeiro, Salvador e em Belém, no Pará, volta a ser denunciado pelo crime de estelionato. Em novembro de 2025, o acusado foi solto após passar cerca de um mês na prisão no estado do Pará, quando também teria aplicado golpes.

A vítima da vez é uma advogada que reside na capital baiana e que preferiu não ser identificada. Ela prestou um Boletim de Ocorrência e fez denúncia junto ao Ministério Público.

Segundo consta na denúncia, Manoel Tenório já seguia a advogada em redes sociais e, no último dia 05 de janeiro iniciou contato profissional, apresentando-se como cliente, tratando de supostas demandas jurídicas relacionadas a bloqueios de contas bancárias digitais.

“Na ocasião, a Noticiante forneceu seu contato de WhatsApp para que o noticiado encaminhasse a documentação necessária ao ajuizamento das ações, envolvendo contas junto às instituições PagSeguro, Nubank (pessoa física e jurídica) e Wise. Por esse canal, mantiveram diálogo frequente, tendo o noticiado encaminhado documentação completa e pertinente, circunstância que consolidou relação de confiança estritamente profissional”, consta na denúncia formalizada.

Ainda de acordo com o documento, durante as conversas, o acusado “passou a ostentar suposta influência política e institucional, afirmando atuar junto a órgãos públicos e se apresentando como ligado à Vice-Governadoria do Estado, narrativa reforçada por meio de suas redes sociais, nas quais figura reiteradamente em fotografias com governadores, prefeitos, vereadores e lideranças políticas, criando aparência de credibilidade e acesso
privilegiado”.

De acordo com o relato da advogada, no dia 10 de janeiro, Manoel Tenório passou a oferecer ingressos para o Camarote Salvador, alegando possuir condições especiais de preço em razão de suas influências.

Diante da proposta, a advogada realizou pagamento via PIX no valor de R$ 2.100,00 (dois mil e cem reais) correspondente à aquisição de três ingressos, além de encaminhar, a pedido do noticiado, documentos pessoais e endereços eletrônicos das três pessoas que estariam comprando os acessos aos camarotes.

Ainda de acordo com os relatos, os ingressos não foram entregues e, após o recebimento do valor, o acusado “passou a postergar reiteradamente a entrega, afirmando que enviaria “hoje” ou “amanhã”, que estava “em reunião” ou “resolvendo”, mantendo contato ativo,
porém sem cumprir o acordado, prolongando a situação por vários dias”.

No dia 12 de janeiro, a advogada solicitou o reembolso dos valores pagos e, de acordo com a denúncia, Manoel Tenório passou a “encaminhar fotos e vídeos simulando estar em filas de instituições bancárias, como se fosse realizar o reembolso, o que jamais se concretizou”.

“Posteriormente, a Noticiante tomou ciência, por meio de notícias públicas e documentos oficiais, de que o noticiado possui histórico reiterado de práticas semelhantes de estelionato, tendo inclusive sido preso em flagrante em outubro de 2025, com prisão preventiva decretada e mantida pelo Judiciário do Estado do Pará, justamente em razão da gravidade concreta da conduta e do risco de reiteração delitiva, conforme Inquérito Policial nº 0819983-72.2025.8.14.0401 (documentos anexos). Resta evidente, portanto, que o noticiado induziu e manteve a vítima em erro, mediante ardil, falsa credibilidade e simulação de influência institucional, obtendo vantagem econômica ilícita em prejuízo alheio”.

A advogada ressalta que foi induzida em erro pelo acusado “após estabelecer relação de confiança profissional ao se apresentar como cliente e encaminhar documentação para supostas demandas jurídicas”, e que até o momento “mesmo após solicitado formalmente o reembolso a partir de 12 de janeiro de 2026, o noticiado não devolveu os valores indevidamente recebidos, se esquivando de sua responsabilidade, conduta compatível com o modus operandi reiterado de estelionato”.

Reincidente

Em outubro de 2025, Manoel Tenório foi preso em flagrante, no Pará, após denúncia do diretor do Governo do Estado do Pará, Diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas FAPESPA, Márcio Ivan Lopes Ponte de Souza.

Também naquela ocasião, Manoel Tenório se apresentou como representante do governo da Bahia e membro do GSI da presidência da Republica, afirmando que atuava na organização de eventos para os governos baiano e brasileiro, inclusive envolvendo a COP 30, realizada em Belém. O acusado teria convencido a vítima a firmar um suposto contrato de locação de imóveis e veículos da vitima no valor de R$ 275.550,00.

Exclusivo: Juazeirense acusado de estelionato foi preso no Pará após aplicar novos golpes no estado

Golpes, ameaça e prisão: veja como agia o juazeirense acusado de estelionato preso no Pará

 

Juazeirense Manoel Tenório Rapadura Neto, preso no Pará acusado de estelionato, foi solto; ele também foi denunciado pelo mesmo crime em Juazeiro

 

Redação PNB

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