Mãe relata descumprimento de decisão judicial e cobra aluguel social de casa adaptada para filho com deficiência em Juazeiro

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A mãe atípica, moradora de Juazeiro, na região Norte da Bahia, Yara Poliana, procurou o Portal Preto no Branco para relatar sobre o descumprimento de uma decisão judicial que determinou ao município a oferta de moradia adaptada para seu filho, uma criança com deficiência e que depende de cuidados médicos permanentes. Segundo ela, o filho vive em regime de hospitalização domiciliar, necessitando de acompanhamento profissional e estrutura adequada em domicílio.

“Meu filho é traqueostomizado e utiliza sonda de gastrostomia (GTT). Ele precisa de uma equipe muito profissional para cuidar dele e de uma casa que tenha estrutura adequada para atender às necessidades dele. Em outubro de 2024, na gestão passada, durante uma audiência judicial conduzida pelo juiz Francisco, ficou determinado que o município fornecesse uma casa adaptada para o meu filho, com aluguel social, incluindo energia e água. Só que, desde então, ninguém se moveu para resolver a situação”, afirmou.

De acordo com Yara, apenas no final do ano passado representantes da nova gestão municipal fizeram contato e visitaram a residência onde ela mora atualmente. No entanto, segundo ela, o imóvel não possui nenhuma adaptação e apresenta diversos problemas estruturais.

“A casa onde eu moro hoje não tem adaptação nenhuma para o meu filho. Quando chove, molha tudo. Nessas últimas chuvas, a gente sofreu muito. Molhou material dele, molhou as coisas dele. É muito difícil”, contou.

Além das dificuldades estruturais, Yara relata enfrentar desafios financeiros para manter os cuidados com o filho.

“Eu não trabalho, vivo para cuidar do meu filho. Ele recebe um BPC de um salário mínimo e eu me desdobro para dar conta de tudo. Às vezes faço faxina para conseguir um extra. A única ajuda do pai dele é R$ 450, e ainda preciso pagar um plano de saúde com coparticipação, que não é barato”, afirmou.

Diante da situação, a mãe cobra uma solução do poder público.

“É uma ordem judicial e a lei é para ser cumprida. Se o juiz determinou, então precisa ser cumprido. Essa decisão foi em outubro de 2024 e já estamos em 2026. É muito desgaste para a gente que é mãe atípica. Parece que ninguém vê a gente. Só queremos que algo simples, que já foi determinado pela Justiça, seja cumprido para dar mais dignidade ao meu filho”, desabafou.

Encaminhamos a situação para a gestão municipal em busca de esclarecimentos e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

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