Funcionários do Hospital Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar, mais uma vez, atrasos no pagamento dos salários. Segundo os relatos, o repasse de recursos já foi realizado pelo Governo do Estado da Bahia.
“Hoje é dia 18 de março e, segundo a gente sabe, o governo do estado fez o repasse para a instituição no dia 24 de fevereiro. Até agora ninguém deu uma justificativa para esses atrasos. Sempre dizem que é o estado que ainda não liberou, mas sabemos que isso é apenas uma desculpa da coordenação”, afirmou uma profissional
Ainda segundo a funcionária, em outras instituições de saúde o pagamento aos profissionais costuma ser realizado logo após o repasse estadual, o que, segundo ela, não estaria acontecendo no hospital.
“Todas as instituições, depois que o estado faz o repasse, já pagam seus funcionários. Mas no Hospital Regional de Juazeiro é sempre essa enrolação. Isso já virou uma brincadeira com a cara dos funcionários. Antes a gente recebia dia 17. Depois passou para 25, 26, 28 e agora estão pagando no dia 3 do outro mês, ficando praticamente sempre um mês de atraso”, relatou.
Os trabalhadores questionam ainda o motivo de os valores permanecerem, segundo eles, por semanas na conta da instituição antes de serem repassados aos profissionais.
“Queremos saber o que fazem com o nosso pagamento, que fica praticamente mais de 30 dias na conta da empresa. Já recebemos pouco por causa de descontos abusivos e sem sentido e, quando procuramos o RH, ninguém sabe dar uma justificativa”, afirmou.
Os funcionários também criticam a falta de respostas da gestão da unidade. “Entra direção, sai direção, muda uma coisa aqui, muda outra ali e sempre essa enrolação para pagar os funcionários. O dinheiro entra na instituição e eles não pagam. Todo mês temos que fazer cobrança na porta do RH e mesmo assim não recebemos explicações”, disse.
Ainda segundo a funcionária, o clima de insatisfação entre as equipes pode levar a medidas mais drásticas. “Os médicos já ameaçaram parar as atividades pelo mesmo motivo. A enfermagem pode acabar fazendo o mesmo. O hospital depende muito da gente”, declarou.
Diante da situação, os trabalhadores pedem que os órgãos competentes investiguem o caso. “A pergunta que todo mundo faz é por que o Ministério Público não investiga o que está acontecendo na instituição. Todo mês surgem denúncias e até agora nada”, afirmou.
Encaminhamos os relatos para a gestão do HRJ em busca de esclarecimentos e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



