Após reclamação de uma moradora da Avenida São Paulo II, bairro São Geraldo, em Juazeiro, sobre transtornos causados por um ponto comercial instalado irregularmente em um terreno público ao lado de sua residência, uma equipe da Secretaria de Ordem Pública e Habitação foi até o local averiguar a denúncia.
Constatada a irregularidade, o ponto foi interditado e será removido no início da próxima semana, segundo informou o órgão ao PNB que veiculou a denúncia da moradora na última quinta-feira (19).
Reclamação
De acordo com a moradora, um trailer instalado no terreno, que, segundo ela, pertence à prefeitura, vinha causando transtornos a vizinhança.
“Tem uma barraca aqui do lado da minha casa. Já fizeram de tudo ali. Já foi um bar, que causou perturbação do nosso sossego devido a brigas e movimentação durante a noite. A gente não conseguia dormir. Era confusão, barulho, muita gente”, relatou.
Ela afirmou ainda que o local chegou a abrigar uma colmeia de abelhas, o que teria provocado acidentes com moradores da região.
“Além de ter sido um bar, também já foi abrigo de colmeia de abelhas. Muita gente foi ferroada por causa disso”, contou.
Ainda segundo a moradora, houve uma tentativa de construção irregular no terreno, que foi interrompida após ação da fiscalização municipal.
“A fiscalização veio, derrubou e disse que ele não tinha direito, porque não tinha documentação e o terreno é da prefeitura”, afirmou.
Segundo ela, no entanto, o homem que se apresenta como dono do espaço voltou a realizar intervenções no local, instalando estruturas de ferro próximas à sua casa, o que aumenta o risco de invasões.
“Ele fez uma puxada de ferros quase encostada na minha casa. Isso facilita até para ladrão subir. Eu tenho medo, sou de idade e moro sozinha. Fui falar com ele e ainda recebi desaforo. Ele diz que o terreno é dele, mas não mostra documento nenhum”, disse.
A moradora pede providências urgentes por parte do poder público.
“A gente quer que tomem uma atitude, que tirem essa estrutura. Não está certo. É um terreno da prefeitura e está sendo usado de forma irregular”, cobrou.
Redação PNB



