Uma paciente da Policlínica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Petrolina, no sertão de Pernambuco, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar possíveis irregularidades no acesso a serviços de saúde pública. De acordo com ela, que preferiu não se identificar, há um esquema de cobranças indevidas por exames, consultas e até cirurgias dentro do hospital, que integra a rede pública.
“Existe uma máfia dentro do hospital cobrando por exames, consultas e cirurgias, prejudicando toda a população. Eu mesma já percebi essa movimentação suspeita por lá. Por conta deste esquema, a gente que tenta fazer tudo da maneira correta, enfrenta dificuldades para ter acesso ao serviço. Eu perdi meu benefício do INSS porque não consegui fazer os exames e pegar um novo laudo”, acusa a paciente.
Ela afirma ainda que chegou a registrar a situação na ouvidoria da unidade na última segunda-feira, mas, até o momento, não teria recebido retorno.
“Fiz a denúncia na ouvidoria e ainda não tive resposta. A gente fica sem saber a quem recorrer. Eu, como paciente, consegui perceber essa situação. Como a chefia não vê? Não tem ninguém para fiscalizar ou será que estão envolvidos?”, questionou.
O PNB encaminhou a denúncia para a gestão do HU-Univasf/Ebserh em busca de um posicionamento. Em nota, a instituição informou que “reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a prestação de serviços de saúde 100% gratuitos, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Reforçamos que nenhum valor deve ser cobrado por consultas, exames, cirurgias ou qualquer assistência prestada nesta instituição. A manifestação registrada via Ouvidoria está sendo devidamente apurada junto às áreas competentes e será respondida tão logo seja possível. Atualmente, o tempo médio de resposta é de 8 dias, mais rápido que o prazo estipulado pela Lei n.º 13.460/2017, que prevê até 30 dias para resposta. Denúncias que apontem indícios de irregularidades administrativas ou criminais são tratadas com sigilo e rigor. Caso comprovadas, as medidas disciplinares e legais cabíveis são aplicadas imediatamente”.
Redação PNB



