Nesta terça-feira (24) profissionais de enfermagem voltaram a procurar a nossa redação para relatar que até o momento ainda aguardam o repasse do complemento o piso referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2026. Segundo eles, o recurso do Governo Federal já está na conta da administração municipal, mas os valores não foram repassados aos profissionais, o que vem gerando revolta entre a categoria.
“O que está acontecendo com o compromisso da gestão com o prestador de serviço? Me lembro que há quase 15 dias a Sesau informou que o repasse do piso da enfermagem já estava na conta da prefeitura em avaliação jurídica e até hoje continua? Já estamos há 3 meses sem receber o nosso piso”, questionou uma profissional.
“Até a data de hoje, 24, o piso salarial da enfermagem não foi pago, conforme a Lei nº 14.434/2022. Desde a cogestão, estamos trabalhando normalmente, mas sem receber o piso, sem prazo e sem informações claras. Isso está causando prejuízo financeiro e desvalorização da categoria. Peço providências para que o piso da enfermagem seja pago.
Queremos transparência, precisamos pagar nossas contas. A empresa não sabe responder, a gestão também não, e assim seguimos sem dinheiro e sem uma data prevista”, relatou outro profissional.
“Continuamos trabalhando sem receber o piso salarial da enfermagem. Desde o início da cogestão que estamos recebendo apenas o salário mínimo, e muita enrolação. Todo dia uma reunião nova, todo dia uma desculpa diferente e as contas acumulando. Não precisamos de desculpas, precisamos de dinheiro”, cobrou mais uma trabalhadora.
“Até o momento a IGA não pagou nenhum complemento do piso da enfermagem. Eles só ficam marcando reunião e nada se resolve. A campanha do Dia D já é sábado e só aumentam as cobranças em cima do trabalhador. Está muito complicado. Dizem que o dinheiro está na Secretaria, mas não repassam para gente e não explicam direito. A classe está desesperada”, relatou um profissional.
Outro trabalhador reforça a insatisfação. “Já são quase três meses sem a IGA pagar o complemento dos profissionais de enfermagem. Quando a gente procura a empresa, dizem que não têm informação. A gente fica sem resposta. Depois que essa empresa entrou, só piorou nossas condições de trabalho”, afirmou.
O PNB já procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro, responsável pela contratação da Organizações Social, em busca de um posicionamento, mas até o momento não obtivemos nenhuma resposta.

Ao PNB a Gerência Regional do Ministério do Trabalho informou, no último dia 17, que ainda não havia denúncia formal registrada, mas que iria realizar fiscalização a partir dos relatos divulgados por nossa redação.
“Dados os relatos constantes das matérias publicadas, será programado procedimento de fiscalização com vistas a regularização e aplicação das penalidades administrativas cabíveis”. O órgão destacou ainda que “denúncias podem ser apresentadas com solicitação de anonimato por meio do endereço eletrônico https://denuncia.sit.trabalho.gov.br/ ou pessoalmente na Gerência Regional do Ministério do Trabalho em Juazeiro, localizada na Rua Napoleão Laureano, 422, Bairro Santo Antônio”.
Redação PNB



