A esteticista Iasmini Lourenço foi vítima de difamação e calúnia após um episódio ocorrido no último sábado (28), em uma loja de departamento localizada na orla do município de Juazeiro, na região Norte da Bahia. Em depoimento enviado ao Portal Preto no Branco, ela contou que a situação começou dentro do estabelecimento e terminou com a circulação de fotos suas e do pai em grupos de comerciantes, com acusações falsas de furto.
“Eu fui com meu pai à loja Avenida para comprar algumas coisas: o presente de casamento do meu primo, uma calça para o meu cunhado, um lacinho para minha sobrinha e uma blusa para o meu pai. Inicialmente, fui olhar as calças, cheguei a tirar fotos de algumas para enviar para minha irmã e meubcunhado, mas depois acabei escolhendo a que achei mais bonita. Depois disso, perguntei a um vendedor sobre camisa UV, ele foi bem ríspido comigo, disse que não tinha. Logo após, veio outro funcionário até mim me oferendo ajuda, me mostrou algumas camisas e me deu uma sacola grande, onde eu coloquei as peças que estava escolhendo”, contou.
A partir daí, segundo ela, começou o constrangimento. “Esse funcionário passou a me seguir dentro da loja. Onde eu ia, ele ia atrás. Ficava muito próximo, coisa de centímetros mesmo. E o tempo todo mexendo no celular, como se estivesse falando com alguém. Eu achei aquilo muito estranho, pois geralmente não é permitido que funcionários fiquem no celular no horário do expediente”, relatou.
Após escolher os itens, ela seguiu para o caixa prioritário com o pai, que é idoso. “Chegando lá, tinha uma senhora na minha frente. Eu vi que ela não estava com bolsa nenhuma, ela só foi lá para pagar um carnê, inclusive ela até me pediu ajuda para ver o valor, pois tinha feito uma cirurgia de catarata. Ela fez o pagamento e saiu. Depois, eu e meu pai pagamos o que eu tinha comprado e saímos. Porém, quando chegamos à porta, o alarme disparou”, afirmou.
Segundo Iasmini, o segurança da loja realizou a abordagem. “Ele pediu para olhar minhas sacolas e a nota. Eu autorizei. Ele conferiu tudo, inclusive demorou mais que o normal, e viu que uma das peças ainda estava com o alarme, mesmo tendo sido paga. Eu acho que eles já deixaram esse alarme de má intenção para poder alarmar bem na saída e olhar se eu tinha roubado algo. Mas eles verificaram que tudo que eu estava levando tinha sido pago. Eles viram que eu não roubei nada”, explicou.
Ela afirma que se sentiu exposta. “Foi muito constrangedor. E o que mais me chamou atenção foi que outra pessoa também acionou o alarme e não foi abordada. Eu até questionei isso na hora, mas desconversaram”, disse.
Após deixar a loja, Iasmini seguiu pelo comércio, mas percebeu que algo estava errado. “Entrei em outras lojas e fui maltratada. As pessoas me olhavam diferente, mas eu não entendia o porquê. Somente quando cheguei em casa, vi que um amigo havia me mandado mais cedo mensagem dizendo que estavam circulando fotos minhas e do meu pai em um grupo de comerciantes, dizendo que a gente fazia parte de uma quadrilha de ladrões de comércio e que a gente tinha roubado várias lojas”, relatou.
Indignada, ela questiona a atitude. “Como um funcionário acha que você roubou, pega imagens da câmera e sai espalhando isso em grupo? Isso é muito grave. Poderia ter acontecido algo pior comigo. E se alguém resolvesse fazer justiça com as próprias mãos? E se algum comerciante me impedisse de entrar na loja achando que eu ia roubar? Isso pode acontecer com qualquer pessoa”, desabafou.
A esteticista informou que registrou boletim de ocorrência e já acionou a Justiça. “Logo depois que vi essas mensagens, ei fui na delegacia, fiz a queixa e acionei um advogado. Inclusive já foi marcada uma audiência com a loja”, disse.
Ela afirma que o caso tem afetado sua rotina. “Estou muito abalada com essa situação e evitando até de andar nas ruas ou ficar na porta da minha casa, com medo de alguém ter visto essa acusação e querer fazer algo comigo. Eu estou revoltada porque isso afetou o meu psicológico. Eu e meu pai fomos chamados de ladrões sem termos feito nada”, declarou.
Após expor o caso nas redes sociais, Iasmini descobriu que outras pessoas também foram atingidas. “Fiquei sabendo que as outras pessoas que aparecem nas fotos também são inocentes, já prestaram queixa e estão entrando com processo contra a loja. Uma delas é a idosa que estava no caixa comigo. Ela só foi pagar um carnê. A família dela entrou em contato comigo e disse que ela é uma professora aposentada, muito conhecida no bairro. Ou seja, muitas pessoas foram injustiçadas nessa situação”, explicou.
Ela finalizou o depoimento alertando outros consumidores. “Pedem para a gente comprar no comércio de Juazeiro, para fortalecer a economia local e acontece um absurdo desse. Como que um funcionário acha que um cliente roubou, tira prints da câmera de segurança e joga em um grupo de whatsapp com essas acusações? Quantas outras vezes já fizeram isso com outros clientes. Tomem cuidado, pois isso pode acontecer com qualquer pessoa”.
O caso segue sendo apurado. Até o momento, a loja citada não se manifestou publicamente.
Redação PNB



