Lula sanciona lei que prevê acesso a terapias avançadas contra o câncer no SUS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta sexta-feira (10), um conjunto de medidas que ampliam o acesso a tratamentos avançados contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas, está a inclusão da imunoterapia nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas da rede pública, além da criação de um marco regulatório para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos de alto custo voltados à doença. O projeto, que teve autoria no Senado, havia sido aprovado na Câmara dos Deputados no mês passado.

A nova legislação, publicada no início da semana no Diário Oficial da União, altera a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, de 2023, e determina que o SUS passe a oferecer a imunoterapia sempre que o tratamento se mostrar mais eficaz ou seguro do que opções tradicionais, como quimioterapia e radioterapia. A medida representa um avanço na modernização das políticas públicas voltadas ao câncer e amplia o acesso a terapias que, até então, estavam mais restritas à rede privada.

A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater células cancerígenas. Com o uso de medicamentos específicos, o organismo passa a agir de forma mais eficiente contra a doença, geralmente com menor toxicidade. Apesar dos avanços, especialistas destacam que o método não é eficaz para todos os pacientes, e sua adoção seguirá condicionada à comprovação de benefícios em relação às alternativas disponíveis.

Na prática, a inclusão da imunoterapia nos chamados Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) — documentos que orientam diagnóstico, tratamento, acompanhamento e avaliação de doenças no SUS — amplia as possibilidades de cuidado e padroniza o uso da técnica na rede pública. Atualmente, o tratamento já é oferecido em situações específicas, como melanoma avançado, câncer de pulmão de não pequenas células e linfoma de Hodgkin em casos de recidiva ou resistência a terapias iniciais.

A nova lei também prevê a incorporação de tecnologias avançadas no SUS, incluindo medicamentos inovadores, equipamentos, vacinas e ferramentas de monitoramento da doença. Isso engloba imunoterápicos modernos, como o pembrolizumabe, anunciado no mês passado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como nova opção terapêutica na rede pública. O medicamento pode ser utilizado no tratamento de mais de 30 tipos de câncer, embora, até então, estivesse disponível no SUS apenas para melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

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