
Na tarde de ontem (17) o Portal Preto No Branco publicou a denúncia da leitora Maíra Santos Bezerra, sobre demora no atendimento, a superlotação e a precariedade do Hospital Universitário de Petrolina-PE, antigo Hospital de Traumas. Ela esta acompanhando o esposo, Ueverton dos Santos Lira, que deu entrada na unidade no domingo (13), após sofrer um acidente de trânsito no município de Remanso-BA, onde residem.
“Quando ele caiu da moto acabou batendo com a cabeça no chão e apesar de está com o capacete, ele chegou até o hospital desacordado. Apesar disso, o médico solicitou apenas exames de Raio x e não o encaminhou para o neorologista”, relatou Maíra.
Ela disse ainda que mesmo com fratura exposta e sentindo fortes dores, o paciente só foi medicado e recebeu alimentação após 21h de espera. “A situação aqui é muito precária. O corredor está lotado de pacientes, que se alimentam em meio a poças de sangue. Estamos todos aqui expostos a diversas doenças. Eu estou dormindo no chão, pois eles não disponibilizaram nenhum acento. O descaso é grande”, afirmou.
Ainda de acordo com a acompanhante, o paciente só foi atendido pelo médico ortopedista às 12h10 da terça-feira. “Por conta da demora no atendimento e exposição em ambiente impróprio o paciente acabou adquirindo uma forte infecção no local da fratura. O braço do meu marido está muito roxo e estamos com medo que ele acabe perdendo o membro. Ele entrou aqui com um problema e por conta da negligência do hospital, acabou adquirindo mais um outro problema”, lamentou, indignada com a situação. (Veja a denúncia completa)
Em nota, a assessoria do HU fez esclarecimentos sobre o caso.
NOTA DE ESCLARECIMENTO – 18/01/2019-HU-Univasf
Cumprindo o dever de transparência e em respeito ao momento delicado vivenciado pelos familiares, o Hospital da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) informa que recebeu o senhor Ueverton dos Santos Lira (24), na noite do último domingo (13), regulado do município de Remanso-BA, após sofrer um acidente motociclístico, com fraturas no antebraço e na mão.
O paciente passou por exames de Raio X e por uma tomografia de crânio, este último foi avaliado pelo neurocirurgião
que não identificou lesões.
Nesses cinco dias de internamento, o paciente já passou por dois procedimentos cirúrgicos e será submetido a mais uma cirurgia.
O HU-Univasf compreende a aflição do senhor Ueverton Lira e de seus familiares, contudo, é preciso levar em
consideração também a alta demanda que a unidade recebe diariamente.
O hospital realiza um número de atendimentos muito acima da sua capacidade física instalada. Nesse contexto, o HU-Univasf assume demandas que vão além do seu perfil assistencial, relacionadas a pacientes que deveriam ser atendidos em outras unidades, pacientes estes que não tem culpa pela insuficiência da rede.
Dessa forma, o Hospital Universitário faz o máximo possível com o objetivo de não deixar a população das 54 cidades
circunvizinhas sem atendimento. O HU possui 129 leitos, mas existem, hoje, 193 pessoas internadas, o que corresponde
a uma taxa de ocupação de 149,6%.
O caso do paciente já foi registrado na Ouvidoria da unidade e nos demais órgãos competentes, conforma relatado pelosfamiliares. Nesse sentido, as equipes responsáveis pelo atendimento responderão a todas as solicitações de
esclarecimento necessárias.
Da Redação



