
A Secretária de Educação de Casa Nova, Rosicler Lustoza, diante da “provocação” da APLB-Sindicato deu a conhecer hoje (05/04) uma longa resposta também em forma de carta à população mostrando as realizações da gestão, questionando afirmações que considera inverdades, convocando a Maria do Carmo Rocha Braga, conhecida como Gatinha, a denunciar, com nome, cargo e salário os servidores que ela afirma receber indevidamente ou estar em desvio de função.
Para a Secretária Lustoza, o resultado do IDEB, superando em alguns itens Juazeiro e Petrolina, a solução de problemas sem a intermediação do sindicato, a disposição do prefeito e da secretaria de ouvir professores e servidores a qualquer hora é a raiz da insatisfação e “a angústia confusa dos velhos dirigentes sindicais”.
Não nega os problemas existentes em determinadas unidades escolares em um município que administra “cento e vinte e três unidades escolares e seis creches distribuídas em 9.657 quilômetros”, lembrando que “temos uma extensão territorial equivalente a muitos países, quase a metade da extensão dos estados de Sergipe e Alagoas, recursos sempre e cada vez escassos, número crescente de alunos” e ainda assim “esta gestão mostra resultados que contradizem o pessimismo e a falta de boa vontade de parcela de dirigentes sindicais”.
Ao final reitera “nossa disposição do diálogo, construtivo, produtivo, isento de más intenções políticas e financeiras” para que aconteçam, “mudanças profundas e radicais em relação ao que veio antes”.
Veja na íntegra a carta da gestora:
Secretaria Municipal de Educação: Carta Aberta à População de Casa Nova
Para “esclarecer os motivos da paralisação” a APLB-Sindicato – Delegacia das Esmeraldas publicou uma Carta Aberta à População Casanovense elencando reivindicações, denunciando situações e conclamando “pais dos alunos e aos alunos maiores” a apoiá-la, pois de acordo com a direção do órgão sindical “não paralisamos as nossas atividades por motivos fúteis”.
Nem tudo que foi colocado nessa carta corresponde à realidade e mesmo alguns dos itens elencados são mostrados de forma incompleta e sem identificar os responsáveis. A bem da verdade, em respeito ao Povo de Casa Nova, resolvemos responder de forma clara e inequívoca à provocação, da ALPB-Sindicato de Casa Nova, extemporânea e
absolutamente sem sentido, pois misturada à parada justa dos trabalhadores da rede estadual.
Item a item:
Não há “revolta” de professores da rede municipal por contratações indevidas ou professores excedentes. Tanto é verdade que a “paralisação” enxertada tirou poucos, quase nenhum, professor de toda a rede municipal de sala de aula. Já que a APLB-Sindicato assumiu sua condição policial-investigativa, agradeceríamos imenso que relacionasse nomes, escolas e cargos de todos “professores e funcionários fora de seus locais de trabalho, alguns em casa, ganhando sem trabalhar, outros até fora do país”. É uma contribuição inestimável à Casa Nova.
Em relação a “funcionários em desvio de funções”, cabe perguntar à população se não é justo que cedamos a órgãos do governo estadual, ao judiciário e a outras secretarias pessoas capacitadas que contribuem com a melhoria da administração pública? E, na maioria dos casos, não há ônus ou prejuízo à Educação Municipal.
Quando a APLB-Sindicato fala na merenda escolar, o único parágrafo da “carta” que se inicia correspondendo à realidade, deixa clara a reclamação (falta de local adequado para armazenamento), mas não diz que a estrutura de quase todos as unidades escolares do município foram construídas sem estrutura condizente com as necessidades de fornecimento da merenda, talvez porque administrações anteriores nunca se preocuparam em oferecer “merenda escolar composta por produtos de boa qualidade e quantidade suficiente”.
A solução é reconstruir todas as unidades escolares. Não temos recursos, mas estamos investindo e, apesar da torcida contrária, nos próximos seis anos isso poderá se tornar realidade.
É o caso da Escola Municipal Joias de Cristo, Escola Municipal Professora Julia Borges, Creche Tia Zizi e Creche Tia Cotinha. Nestas unidades citadas pela “carta” a atual gestão, mesmo com a escassez de recursos, tem buscado soluções para amenizar o desastre herdado. A Joias de Cristo terá uma sede própria e a extensão da Júlia Borges ocupará o prédio da Escola Irene Campos que foi municipalizada. São passos importantes para a melhoria das condições de ensino na rede escolar e que são realizados dentro das possibilidades financeiras do município. Prezamos pela responsabilidade. São cento e vinte e três unidades escolares e seis creches distribuídas em 9.657 quilômetros. Temos uma extensão territorial equivalente a muitos países, quase a metade da extensão dos estados de Sergipe e Alagoas, recursos sempre e cada vez mais escassos, número crescente de alunos e despesas multiplicadas pela distância a ser percorrida para dar conta de atender a todas, ainda assim superamos até Petrolina e Juazeiro no percentual de crescimento do IDEB. Esta gestão mostra resultados que contradizem o pessimismo e a falta de boa vontade de parcela de dirigentes sindicais.
Falemos agora sobre Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e Estatuto do Magistério. A APLB-Sindicato diz que “diversos direitos não estão sendo garantidos”. Não diz quais e fala genericamente em “gratificação de aperfeiçoamento profissional”. A verdade é que quer assumir a maternidade (ou paternidade), da regularidade com que o prefeito Wilker Torres paga o piso e a disposição desta Secretaria de receber e analisar todos os pedidos desde que legais e preencham os requisitos.
Nunca antes em Casa Nova o FUNDEB, Conselho Municipal de Educação e o Conselho da Alimentação Escolar (CAE) funcionaram com tanta liberdade e autonomia; nunca antes foram deferidos tantos pedidos de mudança de nível, nunca antes foram concedidas tantas licenças prêmios.
Qual o problema que a ALPB-Sindicato encontra nestas ações do Prefeito Wilker Torres? Simples: Nenhuma dessas ações dependeu de intermediários. São direitos garantidos do servidor, concedidos de forma legal, sem privilegiar A ou B, sem prender-se à relação política ou sindical. Diferente de antes, muito diferente de antes. Uma verdadeira
mudança para melhor. O prefeito Wilker Torres desde o início de 2018 implantou a reserva de carga horária na
Escola Municipal Joias de Cristo. Neste ano de 2019 estendemos a reserva para todas as escolas da sede. É propósito do prefeito Wilker estender a reserva aos distritos, de forma gradativa, pois precisa haver equilíbrio entre a implantação, atendendo à reivindicação dos professores e a disponibilidade financeira do município. Prometer, fazer e não pagar, melhor não acontecer.
Finalizando; reiterar nossa disposição do diálogo, construtivo, produtivo, isento de más intenções políticas e financeiras. O prefeito e esta Secretaria personificam novos tempos, mudanças profundas e radicais em relação ao que veio antes e por isso mesmo entendemos a angústia confusa dos velhos dirigentes sindicais.
Casa Nova, 05 de abril de 2019
Rosicler Lustoza
Secretária de Educação


