Após serem recebidos por tropa de choque da PM, professores e estudantes das UEBAS decidem acampar na Secretaria de Educação

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(foto: divulgação/ADUNEB)

Professoras e estudantes das universidade do Estado da Bahia (UNEB), Estadual de Feira de Santana (UEFS), Estadual de Santa Cruz (UESC) e da Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) estão acampados na área externa à Secretaria Estadual de Educação (SEC), em Salvador. A decisão foi tomada no início da noite desta terça-feira (04), após representantes do grupo terem sido impedidos de entrar no prédio por grades e forte aparato policial, de acordo com a Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (ADUNEB).

Ontem, no período da tarde, mais de 300 manifestantes realizaram uma plenária unificada em frente à SEC. O objetivo era debater os problemas das universidades estaduais e, posteriormente, protocolar junto àquela secretaria a nova contraproposta com as reivindicações da categoria docente. A partir desse novo documento, a expectativa era a reabertura das negociações. Porém, invés de diálogo o grupo encontrou portas fechadas, grades de contenção e, no interior do prédio, a Tropa de Choque da PM.

(foto: divulgação/ADUNEB)

“Diante da intransigência do governador, que troca diálogo com educadores por aparato de repressão, os manifestantes decidiram pelo acampamento. Segundo lideranças do movimento, a intenção é só sair do local após o avanço nas negociações da greve, que já dura 58 dias”, diz a ADUNEB.

A associação informou ainda que, “apesar das posturas lamentáveis do governador, entre elas o corte indiscriminado dos salários de mais de 4.500 professoras/es, inclusive os que estão em licença médica, de gestação e de férias, o movimento grevista continuará em busca do diálogo e da negociação”.

Continuidade da greve

A assembleia dos professores da Uneb decidiu, na manhã de ontem, continuar a greve e uma nova contraproposta a ser entregue ao governo foi aprovada. Vários professores durante a assembleia ressaltaram que, apesar dos salários cortados, o movimento resiste.

O novo documento estabelece o que precisa ser atendido pelo governo ainda no período de greve, e o que poderá ser levado à Mesa Permanente de Negociação, a ser instalada 24 horas após o final do protesto.

A nova proposta quer o pagamento, antes do final da greve, de 5,9% de reajuste no salário base no ano de 2019. Além disso, reivindica o compromisso do governo de discutir na mesa de negociação um cronograma para reposição das perdas salarias de 2015 a 2018, ao longo dos próximos quatro anos (até o final de 2022).

Da Redação

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