Caso Beatriz: Defesa de Allinson Henrique acusa integrantes da Polícia Civil de Petrolina de incompetência e diz que o acusado poderia ser coagido a confessar o crime

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Em nota divulgada na imprensa na manhã de hoje (24), a defesa de Allinson Henrique Carvalho Cunha, acusado de apagar as imagens do computador do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em que aparecia o assassino de Beatriz Angélica Mota, morta no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa na instituição de ensino, se manifesta sobre o que considera “acusações infundadas e injustas” contra o funcionário terceirizado da escola.

Na nota, a defesa não poupa críticas ao trabalho de investigação da Polícia Civil de Pernambuco e divulga algumas informações processuais. De acordo com o documento, assinado pelo acusado, que é considerado um foragido da Justiça e pelo seu advogado, as imagens foram entregues à polícia, na íntegra, por um funcionário do colégio, de nome Carlos, e mesmo assim a “falta de atenção da PC foi tamanha que um investigador solicitou da funcionária Loraíldes o baackup de imagens que já estava em posse da própria polícia, conforme conversas de Whatsapp”.

A nota revela ainda que, após as imagens serem apagadas, o delegado Marceone Ferreira, que na época estava a frente das investigações “enviou ofício ao colégio pedindo ajuda financeira para recuperação das referidas imagens, porém reconheceu que houve formatação automática , ou seja as imagens do HD-DVR teriam sido apagadas automaticamente, fato revelado após um ano do crime, conforme ofício de número N°082/2016 .

A defesa também sustenta que o erro da polícia resultou no apagamento das imagens em questão, e que por isso a Polícia Civil, em Petrolina “cuidou de procurar um bode expiatório para assumir a sua responsabilidade de ter apagado as imagens da escola”, como consta na perícia.

A nota acusa, enfaticamente, a PC de ter apagado as imagens em decorrência de ter utilizado sistema incompatível com o HD-DVR que continha as imagens, iniciando uma acusação injusta contra Allinson Henrique. A defesa critica o trabalho de investigação, quando afirma no documento que a PC abandonou o fato principal, o crime que vitimou a menina Beatriz, para cuidar de um fato secundário atribuído ao acusado e, mesmo após a recuperação das imagens por uma empresa especializada “nada trouxe de novo que pudesse ligar a morte de Beatriz a qualquer pessoa vista nas imagens.

Mais abaixo, a defesa faz uma suposição muito grave, quando diz que ” a ideia que fica é que após eventual prisão de Alisson a polícia irá forçá-lo, por mecanismos ilegais e arbitrários, a confessar um crime que não cometeu” e acusa alguns integrantes da PC de Petrolina de incompetentes.

Por fim, a defesa afirma que a sensação que fica é que a mãe de Beatriz está investigando o caso sozinha e, como a família, também pede a federalização do caso para que a Polícia Federal, melhor aparelhada, possa presidir as investigações.

Na nota, assinada por Allinson Henrique Carvalho Cunha, que se intitula “vítima dos erros da Polícia Civil” e pelo escritório de advocacia Medrado e Melo Advogados Associados, também consta o Parecer do DVR.

Confira o Parecer do DVR:

PARECER DVR FINAL Assinado

Da Redação

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