
O secretário de Educação da Bahia, Jerônimo Rodrigues, comentou, durante o 7 de Setembro, que a prioridade do estado são as escolas culturais, em tempo integram e que incentivem os estudantes às práticas de esporte, cultura e lazer, além do reforço escolar, contrariando proposta do governo federal de implantação das escolas cívico-militares.
“Estamos colocando como prioridade ampliar e garantir que haja maior aprendizado com as escolas em tempo integral e a ocupação do estudante na parte de reforço e cultura”, disse. Ainda segundo o secretário, o modelo proposto pelo presidente Jair Bolsonaro agrada mais às famílias do que aos estudantes e professores. “Fere a liberdade das pessoas usarem barba, cabelo e a roupa que quiserem. Na polícia militar tem gente com tatuagem, no ministério também”, declarou.
Jerônimo Rodrigues explicou que o modelo cívico-militar tem um histórico maior entre os municípios do que no estado. “O que está se alastrando mais rápido são as escolas municipais, que aí fazem parte de um convênio da prefeitura, das secretarias municipais e da Polícia Militar. Não tem nada a ver com o estado e não faz parte de nossa agenda. Nossas escolas são poucas e a gente não tem previsão de ampliar, até porque, a gente não tem pessoal suficiente da PM-BA para isso”, ressaltou.
O secretário de Educação finalizou destacando que é necessário aprofundar o tema “para não ceder à pressão do governo federal e acreditar que este é um modelo que vai ter de ser ampliado em todo o estado”.
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