João Honorato (Avante), ex-vereador do município de Casa Nova, norte da Bahia, está acusando a Prefeitura de Casa Nova de falsificar uma Lei Municipal para viabilizar a venda de um terreno entre duas agências bancárias. A falsificação teria sido realizada pela atual gestão, do prefeito Wilker Torres (PSB).
Segundo Honorato, a apuração foi intermediada pelo advogado Paciel Coelho, que aponta irregularidades na aprovação, sanção e publicação da Lei, referente a venda do terreno entre o Banco do Brasil e Bradesco. Conforme o político, Torres enviou a Lei 259/2017 para aprovação na Câmara Municipal, entretanto, segundo ele, o texto foi alterado, conforme pode ser visto na imagem abaixo.

Lei aprovada / lei falsificada (foto: reprodução)
Para Honorato, a falsificação do documento oficial tinha o objetivo de dar legalidade à venda do terreno. “Todos os caminhos levam para a conclusão que o terreno foi vendido para algum laranja do prefeito e do irmão. Já foram cinco parcelas pagas das dezoito prevista no contrato. Não houve publicidade e transparência nesta alienação. Muitos empresários (estavam) disposto a pagar mais de cinco milhões, (mas) foi alienado pelo valor mínimo de 1,5 milhões”, frisou.
O político acusou os vereadores de incompetência por aprovar o projeto.
João Honorato e Paciel Coelho pretendem ajuizar ações junto ao Ministério Público da Bahia (MPBA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), para que uma investigação seja anunciada. Eles cobram também a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e abertura de um impeachment contra Torres, diante da irregularidade.
Da Redação



