Intolerância religiosa: Livraria flutuante chega a Salvador e diz que a capital é conhecida “pela crença em demônios”

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O site Bahia Notícias, publicou matéria nesta sexta-feira (25), de uma declaração típica de intolerância religiosa.

A proprietária do navio Logos Hope, que abriga uma “livraria flutuante”, que está em Salvador, fez uma postagem preconceituosa, que começou a circular nas redes sociais. No Facebook, a OM Ships International, que se denomina como uma organização cristã “dedicada a compartilhar conhecimento, apoio e esperança”, atacou o sincretismo religioso de parte da população da capital baiana.

“Ore por uma partida segura e uma simples viagem de dois dias para Salvador. Ore pela proteção, força e sabedoria para os membros da tripulação durante a estadia do navio em Salvador – uma cidade conhecida pela crença das pessoas em espíritos e demônios. Ore pela equipe de eventos enquanto eles se preparam para um novo porto e que Deus possa ser glorificado através de cada um dos eventos que estão chegando”, diz a organização em uma mensagem postada na manhã de terça-feira (22).

De acordo com o site, logo após a publicação da matéria, às 11h40 desta sexta, a postagem foi apagada, mas o Bahia Notícias já havia feito um registro.

Nos comentários, internautas apoiavam a postagem , dizendo “amém” ou que estavam “orando” e outros criticavam a manifestação de intolerância religiosa.

“Eu rezo para que vocês aprendam a respeitar a cultura, as pessoas e a cidade que você vão visitar”, disse uma internauta. “Acabei de desistir de visitar vocês! Respeitem minha cidade. Conheçam as crenças. Não julguem!”, escreveu outra. “É inacreditável que a página de um projeto com o objetivo de levar conhecimento seja carregada com tanta ignorância”, digitou um rapaz, para citar algumas críticas.

O BN procurou a empresa que assessora o navio em Salvador, mas não obteve retorno até a publicação desta nota.

Aberto nesta sexta (25), o Logos Hope deve ficar em Salvador até o dia 5 de novembro. Auto-intitulado a “maior livraria flutuante do mundo”, ele cobra R$ 5 para dar acesso aos visitantes. Além disso, crianças menores de 12 anos e adultos maiores de 60 anos possuem entrada gratuita.

Da Redação com informações do Bahia Notícias

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