
Enquanto seu irmão, Carlos Bolsonaro, continua afastado das redes sociais, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) segue a todo vapor em seu perfil no Twitter. Na manhã desta quarta-feira (13), o parlamentar se manifestou a favor da invasão da embaixada Venezuelana por apoiadores do autoproclamado presidente Juan Guaidó.
Primeiro, Eduardo compartilhou o comunicado feito pela embaixadora da Venezuela no Brasil, que relata que funcionários do local reconhecem Guaidó como presidente. O texto sugere que outros trabalhadores sigam a ação “empreendida por seus companheiros” e diz que o Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, está ciente da situação.
Manifestantes em defesa do cumprimento do mandato de Nicolás Maduro, que foram protestar contra a invasão à embaixada, foram atacados pelo filho do presidente da República. Além de se referir ao grupo como “esquerdalha”, recomendou que se mudassem para a Venezuela para “viver como um cidadão venezuelano comum”. Antigo desafeto da família Bolsonaro, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RJ) foi uma das que compareceu ao ato e foi lembrada pelo colega de Câmara.
O deputado federal, que deve migrar para o partido encabeçado pelo pai, provavelmente batizado de Aliança pelo Brasil, reforçou que a mudança na embaixada é reflexo do reconhimento do governo Guaydó pelos funcionários, e que, o protesto contrário que deve ser configurado como “invasão”.
Derrotado nas urnas em 2018 por Jair Bolsonaro, o petista Fernando Haddad reagiu às postagens de Eduardo no Twitter. O candidato à presidência em 2018 e ex-prefeito de São Paulo disse que o posicionamento do filho do presidente “gera indignação e pânico na diplomacia brasileira”. Ele lembrou a fala do deputado do PSL que sugeriu a volta de um novo AI-5 e afirmou que apenas a “cassação do mandato freiará esse estúpido”.
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