
Mais uma fake-news. Circula nos grupos de WhatsApp uma publicação muito mal escrita e sem a mínima apuração de algum “blog”, notadamente politiqueiro ( segundo o Aurélio, aquele que “usa de processos pouco corretos, que faz politicagem), acusando um estabelecimento comercial na Vila Bossa Nova, orla 2, em Juazeiro, de demitir todos os seus funcionários, por conta da pandemia do Coronavírus, que obrigou a prefeitura a suspender o funcionamento de bares e restaurantes, através de Decreto Municipal, evitando assim a aglomeração de pessoas.
A redação sofrível, bem na linha de boatos, fofoca ou chacota, afirma que o bar foi “recentemente inaugurado com muitas ‘polpas’ (de frutas ou de cerveja?) decidiu demitir todos os funcionários. Não escapou do segurança ao gerente, todos foram devorados pelo jacaré do São Francisco”.
O PNB procurou a direção do estabelecimento para apurar a informação e, segundo o diretor Emerson Castro, apenas os colaboradores temporários foram dispensados, já que as atividades do bar estão suspensas.
“Apenas os temporários foram dispensados. São diaristas, aqueles que trabalham um, dois dias da semana e recebem no final da noite. A maioria tem outra atividade, estudantes que prestavam serviço apenas nos finais de semana, motoristas por aplicativos, vendedores de produtos e serviços, micro empreendedores, que nos serviam como “free lancer”. Todos os trabalhadores registrados continuam e irão receber seus salários normalmente até o quinta dia útil do mês. Estamos buscando soluções para, mesmo que esta crise durar, eles não sejam prejudicados. Agimos assim tanto em Juazeiro, quanto em Petrolina e não poderia ser diferente, já que a atividade diária nos nossos dois estabelecimentos estão suspensas até que tudo se normalize”, informou o diretor.
De acordo com Emerson, a empresa optou por não adotar o sistema de entrega em domicílio durante este período.
“Iniciamos nosso serviço em dezembro, pouco mais de três meses, somos novos e o delivery traria mais custo que faturamento, já que não temos tradição neste serviço. Exporíamos nossos funcionários ao deslocamento diário e risco de contágio, por isso optamos por não fazer delivery”, explicou.
E finalizou reafirmando seu compromisso social com Juazeiro e Petrolina.
Reafirmamos a nossa responsabilidade social, ainda maior neste momento de risco à saúde pública e de consequências para nossa economia. Estamos fazendo a nossa parte, inclusive dispensando o aluguel dos lojistas da Vila Bossa neste mês de crise. Este é um momento de solidariedade e entendimento entre todos os brasileiros, sejam empregados ou empregadores. Não cabe discurso politiqueiro. Infelizmente, noto uma contaminação “política” muito forte e pra maldade não há vacina. Chegamos em Juazeiro de coração aberto, felizes, para investir, trazer bem estar , segurança, empregos e impostos e assim nos manteremos”, finalizou.
Fake news
Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação popularizou-se. A imprensa internacional começou a usar com mais frequência o termo fake news durante a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual Donald Trump tornou-se presidente. Fake news é um termo em inglês e é usado para referir-se a falsas informações divulgadas, principalmente, em redes sociais.
Como funcionam as fake news?
Os motivos para que sejam criadas notícias falsas são diversos. Em alguns casos, os autores criam manchetes absurdas com o claro intuito de atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital.
No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.
Existem grupos específicos que trabalham espalhando boatos. No entanto, não é fácil encontrar as empresas que atuam nesse segmento, pois elas operam na chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta ao grande público.
Lembrando que compartilhar fake news é crime
Como identificar uma fake news?
1. Analise
Antes de compartilhar um texto, é importante lê-lo com calma. Observe se ele possui palavras em letras maiúsculas, exclamações, abreviações, erros de ortografia e excesso de adjetivos. Desconfie se houver muitas opiniões, títulos sensacionalistas e dados sem indicar a fonte.
2. Pesquise
As pistas para descobrir fake news vão além do texto. Sites com nomes parecidos com o de veículos conhecidos, que não identificam seus autores e não possuem informações de contato são suspeitos. Às vezes, os especialistas consultados nem existem. Vale dar um Google.
3. Confirme
Cheque se a notícia saiu em algum outro jornal, revista ou site. Tome cuidado, pois um conteúdo falso nem sempre é 100% mentiroso. Às vezes é só um trecho usado fora de contexto ou uma matéria muita antiga compartilhada como nova. Essa manipulação contribui para a desinformação.
4. Denuncie
No Facebook, é possível classificar o conteúdo suspeito como “falso”: basta clicar nos três pontinhos do canto direito da publicação. As agências de checagem de fatos especializadas em confirmar ou desmentir discursos políticos, vídeos e até correntes de WhatsApp possuem formulários de denúncia.
Da Redação por Sibelle Fonseca


