Bolsonaro é convencido por militares a não demitir Mandetta, afirma jornal

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Após o jornal O Globo informar que auxiliares do presidente da República confirmaram que ele havia decidido demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ainda nesta segunda-feira (06), a Veja Abril divulgou que no final da tarde, Bolsonaro  foi convencido por militares, que a melhor decisão seria manter o ministro por enquanto.

Ainda de acordo com a veja, apesar da desistência, a possibilidade de exoneração de Mandetta, no entanto, continua forte. Os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), foram apontados como alguns dos responsáveis pelo adiamento do ministro da Saúde.

A veja cita ainda que o deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania, a imunologista e oncologista Nise Yamaguchi, diretora  do Instituto Avanços em Medicina, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, são apontados como favoritos a ocupar o cargo. “Terra, inclusive, já teria ligado para alguns governadores para anunciar a decisão do presidente.”, afirma a matéria.

A instabilidade no governo acontece em meio a pandemia do coronavírus.

Ontem (05), Bolsonaro reclamou que integrantes do governo federal viraram “estrelas” e que “algo subiu à cabeça deles”.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu à cabeça deles. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, têm provocações”, disse o presidente.

Ainda sem citar nomes, Bolsonaro alertou que a hora deles não chegou ainda, mas que iria chegar. “E a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, alertou.

Na última sexta-feira (03), Mandetta chegou a afirmar, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que  “médico não abandona o paciente”, ao ser questionado se deixaria o cargo.

No dia anterior, Bolsonaro já havia afirmado que ele e Mandetta têm se “bicado há algum tempo” e que o ministro da Saúde “extrapolou”.

Uma pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo”, indicou que a aprovação do Ministério da Saúde é hoje o dobro da avaliação do presidente, em relação ao desempenho na condução da crise do coronavírus.

Enquanto o trabalho da pasta comandada por Luiz Henrique Mandetta é aprovada por 76% da população, a postura de Bolsonaro é considerada boa apenas por 33% dos entrevistados.

No levantamento anterior, divulgado no dia 23 de março, aprovação do Ministério da Saúde era de 55%, enquanto a do presidente era 35%.

A reprovação do desempenho de Mandetta caiu de 12% para 5%. Já a reprovação de Bolsonaro subiu de 33% para 39%.

 

Da Redação

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