
Após o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe fazerem críticas ao Congresso Nacional, que tem debatido medidas para amenizar os efeitos econômicos da crise gerada pela pandemia do Coronavírus, governadores de 20 estados, emitiram uma carta aberta manifestando apoio à atuação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ). Bolsonaro acusou Rodrigo Maia de estar conduzindo “o Brasil para o caos”.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também assinou o documento, elaborado neste sábado (18) e divulgado domingo (19), “nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros”.
No documento, os governadores também contestam as declarações do presidente da república, e ressaltam que consideram “fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades”.
Ainda segundo a carta, os governadores não julgam “haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional”, mas ponderam “que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos”.
O documento conclui ressaltando que a “saúde e a vida do povo brasileiro devem estar muito acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise”.
A carta é assinada pelos seguintes governadores:
- Renan Filho (MDB), de Alagoas;
- Waldez Góes (PDT), do Amapá;
- Rui Costa (PT), da Bahia;
- Camilo Santana (PT), do Ceará;
- Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo;
- Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás;
- Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão;
- Mauro Mendes (DEM), do Mato Grosso;
- Reinaldo Azambuja (PSDB), do Mato Grosso do Sul;
- Helder Barbalho (MDB), do Pará;
- João Azevêdo (Cidadania), da Paraíba;
- Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco;
- Wellington Dias (PT), do Piauí.
- Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro;
- Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte;
- Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul;
- Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina;
- João Doria (PSDB), de São Paulo;
- Belivaldo Chagas (PSD), de Sergipe;
- Mauro Carlesse (DEM), do Tocantins.
Da Redação


