
Neste domingo (19), Jair Bolsonaro (sem partido) participou, em Brasília, de um ato que pedia o fim do isolamento social, intervenção militar e a volta do AI-5, contrariando a Constituição Federal. A adesão do presidente causou constrangimento a integrantes da ala militar do governo, de acordo com o colunista do G1 Gerson Camarotti.
Outro fato que gerou indignação foi o apoio a uma manifestação que aglomerou pessoas, em desacordo às orientações das autoridades sanitárias internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e do próprio Ministério da Saúde para o combate à propagação do novo coronavírus.
Ministros do núcleo próximo ao presidente Jair Bolsonaro também externaram surpresa com o gesto dele e temem que esse tipo de conduta acabe aumentando o isolamento do presidente.
“Estou aqui porque acredito em vocês e você estão aqui porque acreditam no Brasil”, disse Bolsonaro, sendo aclamado pelos manifestantes.
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), também se posicionou nas redes sociais.
“É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever”, disse o ministro, parafraseando o ativista político norte-americano Martin Luther King:“Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons.
E concluiu: “Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem e que amam o Brasil não desejam isso”.
Da Redação com informações Agência Brasil


